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  • 29ago

    Nem sei porque estou à essa hora, mais de cinco da manhã, deste dia 29 de Agosto de 2019, à frente de computador.

    À frente de mim mesmo.

    Não vou ao espelho pois tenho medo de me ver. Sim, pois verei um cara triste e amargurado. E não quero. 

    Prefiro escrever. E esta é a melhor hora: a madrugada. Minha terna e compreensiva amiga. 

    Sabe ouvir meus choros sem reclamar. Está sempre comigo vendo as lágrimas que derramo e percebo que ela me entende.

    Hoje ela não está tão fria. Frio está meu coração, cheio de melancolia que bate bem baixinho. Que bom se não pulsasse mais. 

    Confesso que têm dias que meu único desejo é sumir para bem longe, num lugar onde prevalecesse a paz, onde não haveria ninguém além de mim e o céu estrelado.

    Gostaria tanto poder limpar minha mente, tirar de lá tudo que me sufoca, me faz sofrer.

    Queria me livrar do passado e seguir em frente, assim tentar recomeçar, mas desta vez ir atrás da minha felicidade, só da minha, sem me preocupar com mais ninguém e mais nada.

    Pois hoje, talvez tarde demais, sinto que é tão inútil viver a vida sem ser feliz de verdade. 

    Pois é. Queria sumir, mas quando percebo estou no mesmo lugar. Acabo por me sentir só, de novo e no mesmo lugar.

    A solidão chega a um ponto onde sufoca e faz doer a alma, faz querer sumir.

    É complicado para meu coração viver assim vazio e é difícil acordar e sentir-se um inútil. Não se sentir completo, feliz.

    O desespero chega de uma maneira que me faz querer gritar, as lágrimas já cansadas de aparecer, acabo por trancar toda dor, angústia e solidão dentro de mim, pois sei que ninguém se importaria de verdade.

    Pode parecer estranho ou até impossível, mas a solidão pode chegar a um ponto onde acaba por sufocar, preencher espaços que não deveria, acaba por fazer você querer sumir, desaparecer.

    A solidão parece algo que está se instalando dentro de mim, algo que não quer mais sair, e de repente percebo que ela vai estar em mim talvez para sempre.

    Incrível mesmo. A solidão irá ser minha morada e eu morada dela.

    Afinal, é apenas uma tristeza, algo com que eu já me acostumei a sentir.

    Enfim, hoje percebo que me acostumei com a solidão.

    Mas, continua dolorosa e tem requintes de crueldade. 

    Lamentos e desabafos surdos não atenuam nem a dor e nem a tristeza.

    O único conforto que tenho é ter certeza que quem criou esta minha solidão fui eu mesmo.

    Até quando criatura e criador conviverão é uma dúvida atroz. 

    Mas, esta é a magia da dor.

     

    Publicado por jagostinho @ 06:03



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