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  • 14ago

    EXAME

     

    Bolsa da Argentina cai mais de 30% e BC sobe juros para conter o dólar

     

    Queda simultânea do peso e das ações argentinas já é a maior desde 2001

     

     

    REUTERS | Marcos Brindicci

     

    O mercado argentino viveu um dia de pânico após a derrota do liberal Mauricio Macri para o kirchnerista Alberto Fernández nas eleições primárias de domingo para a eleição presidencial de outubro.

    O Merval, um dos principais índices da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, operava em forte queda de 34,14%, aos 29.195,39 pontos, perto das 14h30 de Brasília nesta segunda-feira (12). 

    O fundo que reproduz o índice MSCI Argentina, o ARGT, abriu em baixa de 27%.

    As ações argentinas estavam entre as piores perdas no Nasdaq, com as ADRs (recibos de ações negociados em NY) também despencando.

    O papel da estatal petroleira YPF cedeu acima de 30%. A siderúrgica Ternium recuou acima de 15%, ao redor de 15 dólares.

    O panorama das urnas também chegou ao câmbio. O peso argentino chegou a cair 30,4% frente ao dólar, com a moeda americana negociada a 59 pesos.

    Se fechar neste patamar, será a maior desvalorização desde o fim do controle cambial no país, em dezembro de 2015, e a segunda maior desde 2002.

    O risco-país da Argentina atingiu 9,05 pontos percentuais, alta de 0,33 ponto percentual.
    Como comparação, o do Brasil é de cerca de 1,30 ponto. Leilões de dólares nos últimos meses foram realizados usando fundos do Tesouro.

    Os títulos argentinos também sofreram. Quedas de 18 a 20 centavos no título referencial da Argentina de 10 anos os levou a serem negociados em torno de 60 centavos ou menos.

    Dados da Refinitiv mostraram que as ações, títulos e peso argentinos não registram esse tipo de queda simultânea desde a crise econômica do país e default da dívida em 2001.

    Derrota de Macri nas primárias

    O mercado mostrou grande nervosismo após a contundente derrota do presidente da Argentina, Mauricio Macri, para o peronismo nas eleições primárias realizadas na véspera no país.

    O resultado põe em xeque a reeleição do mandatário no pleito geral de outubro e coloca a oposição como favorita na disputa.

    Com o resultado, os eleitores argentinos deixaram evidente que rejeitam com ênfase as políticas econômicas austeras de Macri.

    A coalizão que apoia o candidato de oposição Alberto Fernández, cuja companheira de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner, liderava com 47,3% dos votos, uma vantagem de 15 pontos percentuais.

    O receio dos investidores é que o país abandone as políticas de ajuste fiscal e liberdade econômica de Macri, voltando às medidas populistas dos governos de Nestor e Cristina Kirchner.

    As preocupações cresceram após Fernández afirmar que pretende ampliar benefícios e investimentos em escolas com os recursos do pagamento de juros da dívida argentina.

    A vitória dos peronistas Fernández e Kirchner “abre caminho para o retorno do populismo de esquerda que muitos investidores temem”, disse a consultoria Capital Economics em nota.

    Publicado por jagostinho @ 15:35



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