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  • 26jul

    GAZETA DO POVO/David Bruining – Foundation for Economic Education

     

    O sucesso dos países nórdicos não tem nada a ver com o socialismo

     

    Estocolmo, capital da Suécia: mercado livre| Foto: Pixabay

     

    Capitalismo “compassivo” é um nome melhor para o que os países nórdicos praticam. É certamente verdade que a Suécia, a Finlândia, a Noruega e a Dinamarca têm notáveis ​​êxitos econômicos.

    É certamente falso que eles tenham sido alcançados através do socialismo. Os países nórdicos combinam um sistema de livre mercado livre com vários programas sociais.

    São programas como educação gratuita, assistência médica gratuita e pensão garantida para aposentados. Para que isso aconteça, os cidadãos devem depositar uma enorme quantidade de confiança em seu governo e em seus legisladores.

    A economia, o trabalho e o bem-estar devem funcionar lado a lado. Os políticos devem enfrentar os desafios sociais em constante mudança e depois propôr soluções por meio de um processo democrático.

    Lugares como a Suécia e a Noruega diminuíram a distância entre ricos e pobres, preservando os benefícios básicos do capitalismo.

    Este tipo de modelo capitalista é dependente da destruição criativa, termo cunhado por Joseph Schumpeter em 1942: o processo de mutação industrial que revoluciona incessantemente a estrutura econômica a partir de dentro, destruindo incessantemente o antigo, incessantemente criando o novo.

    As nações nórdicas parecem usar esse sistema sem falhas, e os progressistas continuam dizendo que isso é socialismo: “Minhas políticas se assemelham ao que vemos no Reino Unido, na Noruega, na Finlândia, na Suécia”, disse a deputada Alexandria Ocasio-Cortez.

    Mas onde é que se enquadra nos padrões americanos? Podemos aprender alguma coisa com essa derivação do socialismo? Há muito por trás do modelo nórdico e muito mais por trás do motivo pelo qual ele é tão elogiado.

    O capitalismo é um sistema dinâmico, constantemente mudando e evoluindo por causa das oportunidades de lucro e propriedade.

    Esse ideal se encaixa perfeitamente com muitos outros sistemas econômicos que evoluem naturalmente — muito parecido com o modelo nórdico.

    Os progressistas gostam de acreditar que os Estados Unidos precisam dessa evolução econômica. Os pobres estão tão distantes dos ricos que o socialismo seria uma necessidade.

    Dizem que os americanos precisam de igualdade em todos os setores, todos os mercados e todas as classes.

    Modelos Econômicos
    Francamente, Schumpeter não tinha em mente o equilíbrio quando filosofou sobre a destruição criativa.

    Em vez disso, ele desejava um paradigma em que inventores e empreendedores melhorassem, criando um tipo de desequilíbrio que realmente beneficiaria os constituintes do sistema.

    Um ideal socialista em que todos são iguais em todos os aspectos não era a espinha dorsal da destruição criativa, nem de qualquer modelo nórdico, nem de qualquer economia de senso comum. Por que alguém iria querer matar a galinha dos ovos de ouro?

    Mas há muitas outras diferenças que o modelo nórdico possui quando comparado ao socialismo. Primeiro, o começo: as nações nórdicas desenvolveram seu atual sistema econômico após anos de uma economia livre com livre comércio.

    Eles não seriam nada sem este fundamento. A riqueza anteriormente criada permitiu que o governo iniciasse seus programas sociais impondo altas taxas de impostos.

    Nunca deve o governo começar com taxas muito altas e esperar que seus cidadãos acompanhem o ritmo.

    A revista The Economist descreve os países nórdicos como “grandes comerciantes livres que resistem à tentação de intervir até mesmo para proteger empresas tradicionais”.

    Isso soa como socialismo? Certamente não. Além disso, tanto a Noruega quanto a Dinamarca são locais mais fáceis de fazer negócios do que os Estados Unidos, de acordo com DoingBusiness.org.

    Os benefícios concedidos pelo governo não criaram a riqueza dessas nações — a riqueza da população criou os benefícios do governo.

    Interferência estatal
    Em segundo lugar, a interferência estatal: uma porção de leis trabalhistas americanas não tem correspondente nos países nórdicos.

    Um salário mínimo estabelecido pelo governo federal não existe nas nações nórdicas ou escandinavas — e ainda assim elas sobrevivem!

    Sindicatos e organizações ajudam a fixar salários, mas o governo não se envolve no processo de negociação. Este sistema descentralizado é sem dúvida a melhor maneira de fazer as coisas.

    As empresas são livres para pagar menos por trabalho não qualificado (estágio/estágios) e trabalhadores não qualificados.

    Ter um salário mínimo é quase suicídio para pequenas empresas. Eles não podem contratar os trabalhadores de que precisam porque não estão lucrando o suficiente, então essas empresas continuarão pequenas.

    O salário mínimo dificulta o crescimento de um negócio. Por exemplo, os políticos dos EUA promulgaram recentemente o salário mínimo federal em todos os territórios dos EUA, incluindo a Samoa Americana.

    Em Samoa, os maiores empregadores da ilha eram as fábricas de conservas de atum.

    Uma vez que o salário mínimo foi adotado, destruiu a competição na ilha, as fábricas fecharam e a taxa de desemprego disparou.

    Samoa não precisava do salário mínimo; os políticos simplesmente queriam se sentir bem sobre suas ações e não olhar para as consequências.

    A falta de envolvimento do governo permite que as pessoas sejam pagas de acordo com o seu valor, não pelo que o Big Brother considera que vale a pena ser.

    Educação
    Em terceiro lugar, a educação: a economia nórdica tem como lema que “o local onde você mora não deve definir o futuro de seu filho”.

    Enquanto a educação é gratuita, as escolhas que os cidadãos têm são impecáveis. Isto acontece porque as ações são extremamente semelhantes ao ponto de vista libertário (como definido pelo economista Milton Friedman em seu ensaio de 1955 “O Papel do Governo na Educação”).

    Os governos nórdicos oferecem aos seus cidadãos cupons educacionais com vouchers. Esses cupons podem ser usados para pagar por escolas em qualquer lugar, sejam escolas públicas, escolas charter administradas pelo governo ou escolas particulares.

    De acordo com o Instituto para o Estudo do Trabalho, essa privatização do ensino “melhorou o desempenho educacional médio tanto no final da escola compulsória quanto a longo prazo em termos de ensino médio, frequência universitária e anos de escolaridade”.

    Beneficia os cidadãos, as crianças e o futuro das nações. Assim como o Turning Point USA promove a escolha da escola, o mesmo acontece com as nações nórdicas e escandinavas.

    No entanto, não foram os socialistas que promovem o livre arbítrio.

    Por fim, como evoluiu: as nações nórdicas nem sempre foram tão progressistas; na verdade, eles estão começando a dar um passo para trás.

    Até a década de 1950, os países nórdicos eram os principais países de livre mercado e baseados em competição do mundo. Na década de 1970, no entanto, sistemas sociais e regulatórios intensos foram implantados com altos impostos.

    Todo o crescimento econômico chegou a um triste fim. Por exemplo, o crescimento econômico da Suécia caiu para um por cento menor do que o resto da Europa e dois por cento menor do que a América.

    Na década de 1990, os gastos do governo chegaram a 70% do PIB, e a dívida em relação ao PIB chegou a 80%. Até mesmo a taxa de desemprego subiu cinco por cento.

    Assim que os legisladores viram essa virada socialista dar errado, as coisas mudaram.

    Em 1991, os políticos privatizaram partes dos sistemas de saúde, introduziram vales-educação (os famosos vouchers) e reduziram os programas de bem-estar social que desperdiçavam dinheiro.

    Entre 1995 e 2000, a relação dívida/PIB foi reduzida em 40%, e os cidadãos ganharam mais renda graças ao novo imposto de renda de 28%.

    Inflação e Impostos
    Na verdade, esse imposto foi reduzido para 22% em 2013. Resumindo: países como a Suécia adotaram uma postura extremamente progressista, perceberam que não funcionava e depois se converteram a uma filosofia de mercado ainda mais livre.

    Por que fazer os EUA aprenderem por si mesmos que o socialismo não funciona quando podemos simplesmente confiar na experiência da Suécia?

    A lição aprendida não é o que a esquerda ensina. Devido à desregulamentação, a Suécia excedeu o crescimento econômico em comparação a todos os outros pares europeus em pelo menos um por cento ao ano.

    Isso não é resultado do progressismo ou do socialismo. É o contrário.

    Os progressistas usam excessivamente a comparação entre as nações nórdicas e as socialistas, mas os nórdicos são, na verdade, um mau exemplo, porque praticam um sistema de mercado predominantemente livre.

    A única semelhança entre os dois são os programas sociais. Como se não bastasse, as economias nórdicas nunca desmoronaram completamente — matando milhões de pessoas no caminho — como os sistemas socialistas fizeram e fazem.

    Então é por isso que os progressistas afirmam que isso é um produto do socialismo: eles precisam de um bom exemplo. Não há zero, nenhum, nenhum bom exemplo de socialismo — em qualquer lugar.

    Tão logo um sistema progressista esteja um tanto próximo — mas ao mesmo tempo distante — de um estado socialista, os progressistas roubarão o crédito e dirão que é socialismo.

    Eles precisam de algo, qualquer coisa, para justificar sua posição e provar que o socialismo de repente funciona. A verdade é: não funciona.

    Sem tamanho único
    As nações que tentam isso acabam destruindo qualquer vantagem que tinham no mundo. Então são obrigadas retornar para um sistema de liberdade econômica ou sofrer as conseqüências.

    Veja a Venezuela: a inflação de 1.600%, o crescimento negativo do PIB ( -17%) e o desemprego de 44% (esperado para 2020).

    É através da ignorância proposital que os adversários do capitalismo continuamente propõem este modelo econômico, mas não conseguem perceber a diferença entre uma economia insolvente e uma próspera.

    O modelo nórdico não é um sistema completo e perfeito. Nem o capitalismo nem o socialismo.

    A maioria das economias se desenvolve, muda e se torna melhor ao longo do tempo. A história é o melhor professor para orientação no processo de evolução.

    A esquerda não merece levar o crédito pelas conquistas e os benefícios de um sistema de livre mercado. Eles definem os modelos nórdico e escandinavo como progressistas, mas isso não cola mais.

    Trata-se de saber se a esquerda vai parar de mentir para fazer o socialismo parecer benéfico.

    Os mais jovens, em particular, são propensos a essa retórica: tudo o que é importante para eles é “livre” sob o socialismo, graças ao senador Bernie Sanders e a outros como ele.

    Os jovens não sabem porque não lhes disseram as conseqüências.

    É hora de serem informados da verdade.

    Publicado por jagostinho @ 16:33



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