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  • 26jun

    AGORA NOTÍCIAS BRASIL

     

    Governo aprova resolução para abrir mercado e tentar reduzir preço do gás natural

     

    Medida do Conselho de Política Energética visa criar condições para entrada de empresas no mercado de transporte e distribuição. Governo diz que preço da energia elétrica pode cair.

     

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta segunda-feira (24) uma resolução para abrir o mercado de transporte e distribuição de gás natural. O governo avalia que a medida pode reduzir o preço do gás.

    Entre outras medidas, a resolução prevê as seguintes recomendações:

     – ações para a Petrobras deixar de controlar a venda de gás natural;
     – adoção de incentivos para os estados abrirem mão do monopólio de distribuição.

    Segundo o secretário-executivo-adjunto do Ministério de Minas e Energia, Bruno Eustáquio, o conselho não pode fazer determinações à Petrobras, mas as ações previstas na resolução poderão ser concretizadas por meio de um termo de compromisso a ser assinado pela estatal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    Pelo acordo, a Petrobras deverá se comprometer a:
    • vender distribuidoras e transportadoras de gás natural;
    • abrir mão da exclusividade de uso da capacidade dos dutos.
    • Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, as medidas poderão fazer com que, entre dois e três anos, o preço do gás caia cerca de 40%.

    Incentivo aos estados

    A resolução aprovada nesta segunda-feira recomenda à União a adoção de incentivos para os estados abrirem mão voluntariamente do direito ao monopólio da distribuição de gás natural.

    “O ‘Novo Mercado de Gás’ visa promover a livre concorrência no mercado de gás do Brasil. Busca reduzir o preço da energia, permitir a reindustrialização do país e um desenvolvimento sustentável”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

    De acordo com o ministério, mais de 80% do gás natural são consumidos pela indústria e por usinas térmicas. Em março deste ano, por exemplo, os consumidores residenciais responderam por 1% da demanda, e os automóveis, 9%.

    Publicado por jagostinho @ 18:33



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