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  • 18jan

    DIÁRIO DO PODER

     

    IPOJUCA PONTES

    A cultura especial de Osmar Terra (gigantismo burocrático e terror)

     

    Em 1990 assumi a Secretaria Nacional da Cultura criada à luz da reforma administrativa empreendida pelo governo Collor de Mello.

    Antes, reinava na área a figura movediça de José Aparecido, o Zé das Medalhas.

    Na própria semana de deixar o cargo, o mineiro empapuçara o então Ministério da Cultura – sinônimo de malversação do dinheiro público, permissividade e empreguismo – com a nomeação irregular de 250 novos funcionários.

    O chamado “trem da alegria”, que transbordara o espaço sujo ocupado por uma burocracia em expansão, carregava consigo filhos de ministros, políticos, diplomatas, ex-assessores, cunhados (“não são parentes”, dizia Brizola), afilhados etc. – a confirmar, assim, como de praxe, a tradição do patrimonialismo estatal já à época minado pela sanha vermelha.

    No resumo da ópera, só o Minc em Brasília mantinha 4.371 funcionários, sem contar os 1.050 alocados na Embrafilme e servidores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, fundações e órgãos regionais.

    Na sua estrutura dilatada, o Solar de Aparecido encampava as repartições Pró-Memória, SPHAN, Funarte, Fundacem, Pró-Leitura, Casa Rui Barbosa, Cinemateca Brasileira, Palmares e penduricalhos

    Transformada o Minc em Secretaria Nacional da Cultura, na sábia reforma administrativa de Collor, todas as fundações do ex-Ministério foram englobadas em dois institutos: IBAC e IBPC.

    Por uma questão de autonomia, criou-se a Fundação Biblioteca Nacional e foram mantidas as fundações Palmares e Casa Rui Barbosa.

    De quebra, extinguiu-se a Embrafilme, um aparelho ideológico esquerdista perpassado pela corrupção, pelo empreguismo, pelo desperdício e pela mais baixa politicalha, conforme denunciei no esgotado “Cinema Cativo” (Editora EMW, 1987).

    Resultado: no final da reforma, a Secretaria Nacional da Cultura totalizava 2.796 funcionares e prestadores de serviços.

    Com a queda de Collor, um mandatário que subestimara a ação comunista do Foro de S. Paulo comandado por Fidel, Lula e Zé Dirceu, o que parecia um espaço institucional já saturado, transbordou em escala vertiginosa nos corruptos governos socialistas (ou, vá lá, social-democrata) de FHC, o vasilinoso, Lula da Selva, o Chacal, Dilma Rousseff, a Guerrilheira, e Michel Temer, o Conivente. T

    oda essa gente, seguindo a agenda gramsciana da “ocupação de espaços” objetivando a criação de um novo “senso comum transformador e revolucionário”, tendo como álibi a “inclusão social”, caiu de bocarra para sugar os cofres da nação combalida em permanente estado de catalepsia.

    Com a fina flor da malandragem política no poder, a Secretaria da Cultura voltou a ser ministério e tornou-se, tal como a Hidra de Lerna, um monstro de muitas cabeças a devorar orçamentos até então inimagináveis, parir leis fraudulentas e verticalizar o aparelhamento do Estado nos dois lados do balcão.

    (Nota: quando, por insistência de Gilberto Gil, estive em Brasília por ocasião dos 20 anos do Minc, em 2005, fiquei espantado: o milionário cantor baiano me mostrou dois andares do prédio ministerial em reformas e adiantou que a Pasta contava com 15 mil e tantos funcionários – ao tempo em que vibrava com o gigantismo estatal em ebulição, enquanto lá fora a miséria corria solta).

    Muito bem. Pelo que se presumia, com a derrota da comunalha e a ascensão de Jair Bolsonaro, conduzido à Presidência da República pelo voto popular (indignado contra a “hegemonia” vermelha), eis que aparece a figura do ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) e apresenta um quadro estrutural da Secretaria Especial da Cultura do novo governo cuja composição denuncia a hipertrofia do Estado burocrático e que não altera em nada o gigantesco aparato dos corruptos governos esquerdistas anteriores.

    Tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes. Vale a pena verificar:

    Secretaria Especial da Cultura,

    2) Secretaria da Diversidade Cultural,

    3) Secretaria do Audiovisual,

    4) Secretaria da Economia Criativa,

    5) Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura,

    6) Secretaria de Difusão e Infraestrutura Cultural,

    7) Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual.

    As autarquias:

    8) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

    9) Agencia Nacional de Cinema – a encalacrada ANCINE,

    10) Instituto Brasileiro de Museus (o mesmo que deixou o Museu Nacional ser destruído pelo fogo)

    11) Autoridade de Governança do Legado Olimpico – Agio

    As fundações:

    12) Fundação Casa Rui Barbosa

    13) Fundação Cultural Palmares

    14) Fundação Nacional de Arte

    15) Fundação Biblioteca Nacional

    Os Departamentos:

    16) Departamento do Sistema Nacional de Cultura

    17) Departamento de Promoção da Diversidade Cultural

    18) Departamento de Empreendedorismo Cultural

    19) Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas

    20) Departamento do Fomento Indireto

    21) Departamento do Fomento Direto

    22) Departamento de Desenvolvimento, Análise, Gestão e Monitoramento

    22) Departamento de Política Regulatória

    23) Departamento de Registro, Acompanhamento e Fiscalização

    E os Órgãos Descentralizados e Escritórios Regionais

    24 – Órgãos Colegiados

    25) Conselho Nacional de Política Cultural

    26) Comissão Nacional de Incentivo à Cultura

    27) Comissão do Fundo Nacional da Cultural

    28) Conselho Superior de Cinema 29) Conselho Nacional de Economia Solidária.

    Para gerir toda essa parafernália diabólica, é permitido ao ministro da Cidadania nomear centenas de burocratas em endinheirados cargos em comissão do tipo DAS (Direção de Assessoramento Superior), FCPE (Função Comissionada do Poder Executivo) e FG (Função Gratificada), um coquetal de maná para políticos profissionais, partidos em busca do aparelhamento estatal e um horror para os trabalhadores brasileiros que carregam todo esse antro de iniquidades nas costas.

    Da forma como se estrutura a Cultura Oficial de Osmar Terra, é mais que provável que os 15 mil e tantos funcionários avaliados por Gilberto Gil ultrapassem, hoje, depois da gestão de Juca Ferreira, Marta Suplicy e similares, a casa dos 30 mil burocratas.

    E tudo isso pra quê?

    O ministro Terra disse, de forma inconsequente, que a Lei Rouanet, filha bastarda da Lei Sarney, “não pode acabar, ela é importante”.

    E adiantou que, de agora em diante, o teto de dinheiro dado pela lei fraudulenta será de R$ 10 milhões, o mesmo em dinheiro dado para produção de “Marighella” – cinebiografia do terrorista Carlos Marighella, mulato de olhos verdes plagiador ordinário do “Catecismo Revolucionário” do bandido russo Sergei Netchaiev – dirigido pelo batoré Wagner Moura, um quadro ativista da esquerda no cinema.

    (Nota curiosa é que o ministro, em contrapartida ao dinheiro dado pela Lei à subversão, exigirá a disponibilidade de 20% dos ingressos entre as famílias de baixa renda. Ou seja, tudo aquilo que os comunistas almejam: um hipotético público carente, que não assiste cinema nacional nem que a vaca tussa e o boi espirre, para “lavar a cabeça” da massa).

    Talvez Osmar Terra seja um inocente útil, mas não tão inocente assim para deixar de saber que a Cultura Oficial brasileira, tal como UNE, MST, CUT, PT e o Foro de S. Paulo, todos ativistas da subversão, é a principal inimiga da sociedade aberta (Karl Popper), do livre mercado, da democracia – e, claro, do governo Bolsonaro.

    O Presidente da República e o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisam tomar providências imediatas!

    P S – Os Estados Unidos, país mais rico do mundo, não tem Ministério da Cultura.

    E jamais permitiu que se produzisse 150 filmes torrando o dinheiro do contribuinte indefeso.



    Publicado por jagostinho @ 12:22



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