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  • 25out

    GAZETA DO POVO

     

    Discreta e defensora dos direitos dos surdos: quem é Michelle Bolsonaro

    Casada há quase 11 anos com Jair Bolsonaro, ela acompanha de longe o marido na corrida ao Planalto, sem se envolver publicamente em eventos ou atos de campanha

     

    Michelle Bolsonaro, ao lado do marido, Jair Bolsonaro, durante convenção do PSL Divulgação/PSL

     

    Michelle Bolsonaro pode ser a próxima primeira-dama do Brasil. Ela é casada há quase 11 anos com Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, com quem tem uma filha de oito anos.

    Acompanha de longe o marido na corrida ao Planalto, sem se envolver publicamente em eventos ou atos de campanha. Ainda não se sabe se ela vai ocupar alguma função pública caso seu companheiro venha a ser eleito.

    Michelle e Bolsonaro raramente fazem aparições públicas. O deputado federal e candidato a presidente não a envolve em questões político-partidárias.

    Na sua biografia, chamada “Mito ou Verdade”, escrita por um de seus filhos, o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), não há referências nem fotos de Michelle.

    Seria uma estratégia para blindá-la, principalmente neste período eleitoral em que são comuns ataques e exposição da vida pessoal.

    Com isso, além de Bolsonaro, somente os filhos mais velhos do presidenciável – Flavio, de 37 anos, Carlos, 35, e Eduardo, 34, todos políticos – participam diretamente da candidatura do pai. 

    As poucas aparições públicas de Michelle ao lado do marido após ele virar candidato nestas eleições foram na convenção do PSL e em uma transmissão ao vivo no Facebook.

    Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG), Michelle apareceu publicamente junto ao companheiro.

    Ela postou, apenas, uma imagem dele voltando a se alimentar em seu perfil no Instagram. O perfil, porém, é privado.

    Apesar da discrição, Michelle acompanhou o marido no hospital a maior parte do tempo.

    As únicas aparições públicas recentes
    Na convenção do PSL que confirmou o nome de Bolsonaro na disputa ao Planalto, realizada em 22 de julho, Michelle esteve grande parte do tempo ao lado do marido.

    Foi uma das raras vezes em que foi fotografada junto ao deputado. Ela sentou ao lado de Bolsonaro na mesa colocada em cima do palco, o acompanhou no púlpito em que ele discursou a apoiadores e, ao final, conversou com deficientes auditivos e convidou-os para tirar foto com o candidato.

    A segunda aparição aconteceu em um domingo (14), durante uma transmissão ao vivo feita por Bolsonaro em sua página oficial no Facebook.

    O capitão da reserva se defendeu da acusação de que teria votado contra um projeto de lei que tratava de pessoas com deficiência.

    Michelle, usando linguagem de sinais, afirmou: “Eu quero agradecer a comunidade surda pelo apoio ao meu marido Bolsonaro e aos meus amigos surdos, que já há um ano vem pensando, planejando uma proposta para a comunidade surda e também para todas as pessoas com deficiência em geral”.

    Participaram também da live a intérprete Adriana, professora de Libras da UFRJ, e Priscila, professora de Libras PUC-SP.

    Interesse pelos direitos e pela inclusão dos surdos
    Em entrevista a um canal no YouTube voltado para a comunidade surda, Michelle contou como despertou o seu interesse pela causa dos surdos e por aprender a língua de sinais.

    Ela disse que tem um tio surdo e que esse tio lhe ensinou o alfabeto em libras.

    Mas que foi ao conhecer um casal de surdos na antiga igreja que frequentava no Rio de Janeiro, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que descobriu o amor pela língua brasileira de sinais.

    “Quero que todas as pessoas aprendam libras para interagir com as pessoas surdas”, disse Michelle, usando a linguagem de sinais, no vídeo postado em 14 de outubro. 

    Atualmente, Michelle frequenta a Igreja Batista da Atitude, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro. Lá, se envolve com projetos de educação de surdos e mudos. 

    Silas Malafaia celebrou seu casamento com Bolsonaro

    Antes, frequentava a Assembleia de Deus, fundada pelo pastor Silas Malafaia. Foi Malafaia quem celebrou o casamento religioso entre Michelle e Bolsonaro, em março de 2013.

    Mais tarde, houve um desentendimento entre o pastor e Bolsonaro por causa do desejo do deputado de trocar de partido (o que acabou se confirmando, com ele saindo do PSC para o PSL).

    Segundo a Veja, Mafalaia chamou Bolsonaro de “radical” e “desonesto intelectualmente”.

    Eles, porém, parecem ter resolvido suas desavenças, já que Mafalaia declarou voto em Bolsonaro nestas eleições. 

    Referências de Bolsonaro a Michelle
    Bolsonaro começou a falar indiretamente da sua mulher mais recentemente, para se defender das acusações de que seria machista ou racista.

    Em um vídeo usado na propaganda eleitoral (antes postado por Flavio Bolsonaro), o candidato conta que tinha decidido não ter mais filhos, mas que mudou de ideia a pedido da mulher.

    “Ela falou até pela manutenção do casamento, que a realização em grande parte das mulheres é ter filhos”, diz Bolsonaro. 

    Como Bolsonaro e Michelle se conheceram
    Michelle de Paula Firmo Reinaldo e Jair Messias Bolsonaro se conheceram na Câmara dos Deputados, quando ela foi secretária parlamentar, de 2006 a 2008.

    Ela trabalhou com os, na época, deputados federais Vanderlei Assis (PP-SP) e Dr. Ubiali (PSB-SP) e na liderança do PP.

    Depois, já namorando com Bolsonaro, passou a trabalhar com ele no gabinete, também como secretária parlamentar.

    A contratação se deu em 18 de setembro de 2007. Dois meses depois, casou-se no papel com Bolsonaro.

    Em novembro de 2008, foi exonerada pelo deputado, já que o Supremo Tribunal Federal baixou uma súmula proibindo a prática de nepotismo na administração pública, vedando a contratação de parentes até terceiro grau, conforme prevê a Constituição Federal. 

    Além de Laura, filha mais nova de Bolsonaro, Michelle tem uma menina de 15 anos.

    Segundo a Folha de São Paulo, chegou a se inscrever no curso de Farmácia, mas nunca cursou.

    É natural de Ceilândia, cidade satélite de Brasília. Torce para o Flamengo, é 25 anos mais jovem que Bolsonaro e tem um irmão mais novo, de 30 anos, integrante do Exército.

    Primeira-dama: função protocolar
    No Brasil, a primeira-dama tem uma função protocolar. Ela é não obrigada por lei a se envolver em funções públicas, mas, tradicionalmente, ocupa posições ligadas a causas sociais.

    Quem quebrou essa tradição foi Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, que não ocupou nenhuma função social durante os mandatos do marido. 

    A atual primeira-dama, Marcela Temer, foi nomeada embaixadora voluntária do Programa Criança Feliz, voltado para o desenvolvimento integral da primeira infância.



    Publicado por jagostinho @ 11:15



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