O ex-deputado paranaense Rodrigo Rocha Loures ganhou destaque no relatório da Polícia Federal que indiciou o presidente Michel Temer.

Ex-assessor e homem de confiança de Temer, Loures seria o “longa-manus” (expressão que designa o executor de ordens) do presidente.

Ele vai responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no inquérito que investiga corrupção no Porto de Santos (SP).

No documento de 819 páginas da PF, o “longa-manus” de Temer teria atendido pedidos de empresários que, supostamente, foram beneficiados pelo Decreto dos Portos, editado pelo presidente em maio de 2017.

Loures ficou famoso após ser gravado em vídeo recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, em abril de 2017, que, de acordo com investigações, seria dinheiro de propina paga pelo Grupo J&F, após acerto de Temer e Joesley Batista, sócio do grupo. 

Loures chegou a ser preso na Operação Patmos.

Rodrigo Rocha Loures exerceu o mandato de deputado federal entre 2007 e 2010.

Foi convidado para ser assessor do então vice-presidente Michel Temer em 2011.