As eleições deste ano guardam lições importantes sobre o modo como se faz política.

Castelos desmoronaram; forças desconhecidas foram subestimadas. E o resultado foi uma avalanche de novidades até há pouco tempo impensáveis.

Tudo isso vai exigir tanto dos que militam nas política quanto dos que analisam o cenário um modo de agir diferente, um olhar para o que parecia invisível.

Mas têm de mudar também o jeito de fazer pesquisas eleitorais.

O mais famoso e prestigiado instituto de pesquisas do país, o Ibope, acumulou uma série de erros que serão registrados na história.

No quadro abaixo, você verá (em vermelho) o que o Ibope previa 24 horas antes de os eleitores irem às urnas.

Em azul, o resultado verdadeiro – muito distante das projeções da véspera.

Tem alguma coisa errada nisso tudo.

Ou o eleitor “engana” as pesquisas ou as pesquisas – pelas técnicas que utilizam – já se mostram incapazes de medir as verdadeiras tendências.