O primeiro foi Moysés Lupion, que governou o Paraná entre 1947-1951 e 1956-1961.

Seu nome virou sinônimo de roubalheira pública no Paraná, muito pela ação persistente de seu maior adversário politico, Ney Braga, que o sucedeu.

Em 1970 foi absolvido pela Justiça de todas as acusações, fez as pazes com o algoz, mudou definitivamente para o Rio de Janeiro, não voltou à política e morreu menos rico do que era antes de ser governador pela primeira vez.

Hoje o nome Lupion deixou de ter estigma de roubalheira e o neto, Abelardo Lupion, e o bisneto, Pedro Lupion foram eleitos deputados, federal e estadual.

O segundo caso foi no início da década de 70, quando o empreiteiro Cecílio Rego Almeida gravou uma conversa sobre comissão na construção de estradas no Paraná com o então governador Haroldo Leon Peres, indicado pelo regime militar.

Leon Peres foi cassado e nunca mais retornou à política.

Outros adversários políticos tentaram jogar a corrupção como elemento importante em disputas no Paraná.

Roberto Requião tentou contra Jaime Lerner nos anos 80 e Alvaro Dias ensaiou algumas ações contra José Richa. Nada prosperou.

A situação de Beto Richa, com a série de denúncias contra os dois governos dele e até na prefeitura não parte de adversários políticos nem de empreiteiros insatisfeitos.

Vem do Ministério Público Federal e também do Estadual e das investigações da Polícia Federal.

E com o agravante de delações premiadas de ex-assessores, parentes e homens próximos do governo, como o ex-amigo, Tony Garcia.

É uma nova etapa da questão da corrupção na política.

Só a história vai mostrar o tamanho do estrago.