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  • 17ago

     

     

    Política sempre me empolgou. Muito mais, em tempos de outrora, quando um debate era sucesso já antes de começar.

    Não é o caso do primeiro debate, na BAND, entre seis dos vários candidatos ao governo do Paraná.

    Mas, os tempos eram outros e os personagens também.

    O que se viu ontem à noite, já no início, era uma divisão claríssima de blocos digladiantes:

     –  O do Ratinho Junior (bloco do “eu vou sozinho”);

     – Cida e Ogier Buchi, um levantando a bola para o outro, mas muito mal combinados, é bom que se diga; 

     – e um terceiro com comando de Arruda, tendo como seus parceiros, Piva e Dr. Rosinha

    Quando Cida escolheu Ogier para responder à sua primeira pergunta, entendi porque o PSL não quer o jornalista e advogado como seu candidato.

    A turma do Bolsonaro no Paraná parece que foi informada de um café da manhã, dias atrás, entre Cida,

    Ogier e Ricardo Barros.

    A impressão que tenho é que esse “imbroglio” ainda vai ter mais capítulos.

    Contudo, por ironia do destino, os melhores momentos de Ogier foi quando ele deu uma de Bolsonaro, defendendo um povo armado, um estado mínimo e uma economia liberal.

    Cida, mais parecia uma aluna bem aplicada que queria, porque queria, mostrar ao professor e marido Ricardo Barros o quanto se esforçou para a apresentação de sua lição de casa. 

    Gaguejou muito e para quem precisa ser mais conhecida, perdeu uma grande chance.

    A turma do contra, dizendo-se únicos da oposição, Arruda, Rosinha e Piva, estiveram sempre em descompasso.

    Até que, o capitão da equipe, Arruda, obrigou-se a repreendê-los em público, por duas vezes, pois, segundo ele, os outros dois davam a impressão que queriam sorte e vitória para “os dois do Richa”, Cida e Ratinho Junior.

    Quando Arruda seguiu, em vários momentos “solo”, até que foi bem e apresentou boas ideias para o Paraná.

    Duro mesmo é ver, depois de tantos anos de eleições e debates, o Dr. Rosinha ter sua barba branca puxada, por uma piada, ou ironia segundo ele, de péssimo gosto para cima do Ratinho Junior, ao fazer de conta que confundiu-se e chamou-o de Beto Richa.

    Pior ainda foi ver o Piva toda hora procurando a câmera e com seu anedotário insosso falando que segurança pública é “polícia na rua”, quando seu partido, o PSOL, prega o fim das polícias no Brasil.

    Não há necessidade de ser cientista político para saber que quem tinha mais a perder neste debate era Ratinho Junior.

    Líder nas pesquisas, vislumbrando uma vitória no primeiro turno, difícil mas, pelo andar da carruagem, possível, seria o alvo de todos os outros.

    Aguentou firme as provocações e comparações com Beto Richa de quem foi Secretário de Estado.

    Soube contornar as situações, conseguiu, ao mesmo tempo, apresentar propostas de um plano de governo que se vislumbra muito bem elaborado e com exemplos práticos ( a pesquisa aplicada, nas 7 universidades estaduais é uma delas).

    Enfim, por mais que se esforçassem os adversários, a “colagem” de Richa em Ratinho Junior não prosperou.

    Afinal diria eu, parodiando alguém: “Uma pessoa é uma pessoa. Outra pessoa é outra pessoa”. 

    Resumo da festa: tudo como dantes, no quartel d’Abrantes.



    Publicado por jagostinho @ 09:38



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