A gota d’água para a ex-primeira dama Fernanda Richa pedir à governadora Cida Borghetti exoneração da secretaria da Família e Desenvolvimento Social foi a nomeação do ex-vereador Zé Maria para secretário de Assuntos Estratégicos, com a incumbência de assumir funções que estavam afetas à pasta de Fernanda – como, por exemplo, o cumprimento de políticas voltadas para o idoso e pessoas com deficiência.

A ex-secretária não foi convidada para a posse e nem para as comemorações alusivas ao 12.º aniversário da Lei Maria da Penha realizadas no Palácio Iguaçu.

Fernanda se sentiu desprestigiada e, na noite de terça-feira, chegou a pedir ajuda a um líder religioso para que interferisse junto à governadora para que, ou não nomeasse o novo secretário ou que as funções não lhe fossem retiradas.

Como nada deu certo e também porque estava psicologicamente abalada com a condenação que, com o marido, sofreu no Tribunal de Justiça, percebeu que era hora de se despedir.

Fernanda foi pessoalmente ao gabinete de Cida para entregar a carta de exoneração.

A conversa não foi muito boa, embora não demorasse mais tempo do que o necessário.