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  • 08ago

    BLOG DO JOSIAS/UOL

     

     

    O PT ensaia uma coreografia grandiosa para o registro da candidatura de Lula na Justiça Eleitoral. Será na próxima quarta-feira (15).

    Nesse dia, haverá manifestações nas principais capitais. Três marchas de movimentos sociais devem chegar a Brasília no início da semana. A multidão gritará ‘Lula livre’.

    Mas o PT já não cultiva a ilusão de que a cela de Curitiba será aberta antes da eleição.

    Embora seus dirigentes não admitam publicamente, o que está em curso é a montagem da ‘candidatura’ de Lula ao posto de cabo eleitoral, não mais à Presidência da República.

    O enquadramento de Lula na Lei da Ficha Limpa é tratado internamente como fava contada.

    Para vitaminar o poder de transferência de votos de Lula, o petismo aposta na comoção.

    Na noite desta terça-feira, o PT levou às redes sociais um vídeo que insinua o que está por vir (assista acima).

    O mote para a elaboração da peça foi um conjunto de frases pronunciadas por Lula defronte do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em 7 de abril, dia em que se entregou à Polícia Federal.

    “Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia misturada com as ideias de vocês”, disse o condenado, antes de ser conduzido para a cela especial de Curitiba.

    “Minhas ideias já estão no ar… Agora vocês são milhões de Lulas”.

    Lula e seus operadores mantêm em pé o plano de empurrar a impugnação da candidatura presidencial para uma data tão próxima do dia da eleição quanto possível.

    Consumado o indeferimento do registro no TSE, o partido recorrerá —primeiro à própria Corte eleitoral; depois, ao Supremo.

    Assim, a golpes de barriga, o PT espera esticar a corda até meados de setembro. Nesse intervalo, enverniza-se a pose de vítima de Lula.

    Simultaneamente, alimenta-se o noticiário com matéria-prima para a mistificação do preso.

    Coisas como o estado de saúde dos seis militantes que dizem fazer greve de fome em Brasília e as evoluções da chapa tríplex (Lula—Fernando Haddad—Manuela D’Ávila), a ser convertida em chapa convencional (Haddad—Manuela) depois que a Justiça interromper, finalmente, a pantomima.

    O poder de transfusão de votos de Lula será aquilatado pelas próximas pesquisas eleitorais.

    Em sua última sondagem, divulgada em junho, o Datafolha informara o seguinte: 30% do eleitorado dizia que votaria com certeza em um nome apoiado pelo pajé do PT.

    Outros 17% afirmavam que talvez votariam. Uma terceira fatia do eleitorado, estimada em 51%, declarava que não votaria num poste de Lula.

    Além de elevar o índice dos eleitores que se deixam influenciar por Lula, o PT tenta reduzir as taxas de migração de votos do seu líder preso para candidatos de outros partidos.

    Segundo esse Datafolha de junho, 17% dos eleitores de Lula manifestavam a intenção de votar em Marina Silva se a candidatura do petista fosse barrada.

    Outros 13% prefeririam Ciro Gomes.

    Fernando Haddad, o poste de Lula, herdaria apenas 2% do eleitorado do padrinho.

    Até Jair Bolsonaro beliscaria uma fatia maior do cesto de votos de Lula: 6%.



    Publicado por jagostinho @ 11:09



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