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  • 03ago

    DA COLUNA DE GUSTAVO NOGY/GAZETA DO POVO

     

    Ciro Gomes e o PT morrerão abraçados?

     

    Foto AFP

    Foto AFP

     

    Ciro Gomes está emburrado.

    Depois de fazer a corte ao PT, de falar coisas ora sujas, ora românticas ao pé do ouvido, levou um fora daqueles.

    “Não sei o que fiz ao PT para me tratarem assim.” O Partido dos Trabalhadores é moça de família, não sai com qualquer um. Esse é o problema, Ciro. Dizem por aí que você é bruto demais.

    Mas o que é problema para o ensandecido candidato, pode ser solução para nós outros.

    O xadrez eleitoral brasileiro é tão esquisito, mas tão esquisito, que teremos de agradecer a Lula o fato de não termos Ciro Gomes na presidência.

    As articulações do ex-presidente e atual condenado desidrataram a campanha do coroné, que está prestes a morrer por asfixia.

    Lula, naturalmente, atuará como candidato até o último minuto da prorrogação.

    Sua intenção é clara: deixar para a undécima hora o momento de fazer a mágica da transferência de votos.

    Se ele fez isso com a inacreditável Dilma, acredita que fará com o não menos inverossímil Haddad.

    Desta vez, porém, o truque há de falhar.

    Amém?

    A outra intenção de Lula, talvez menos clara para muitos de seus entusiasmados defensores, é a seguinte: ele, e só ele, encarna a esquerda no Brasil.

    Desde os já longínquos dias de Mensalão, quando o PT começou a se mutilar para salvar Lula – na esperança de, em seguida, ser salvo por ele –, o que se vê na atuação do paizinho é que pouco está se lixando para o futuro da esquerda.

    O país, então, é um desimportante detalhe.

    Ou ele, ou nada.

    Do jeito que a banda toca, será nada. Porque no afã de se perpetuar como uma variação chavista no Brasil, Lula se esqueceu de que não é eterno.

    Envelheceu, perdeu muito de seu, aspas, charme, o mundo se cansou de protestar contra sua prisão e foi cuidar da vida, e não há ninguém que possa reivindicar a coroa.

    Manuela d’Ávila, com sua retórica de representante de sala exaltadinha? Não.

    Guilherme Boulos, com sua… sua o quê? Menos ainda.

    E agora nem Ciro Gomes, que talvez fosse o único a herdar o capital político petista.

    Ao que parece, com a popularização cada vez maior de ideias liberais e conservadoras entre o eleitor comum, com a ascensão de Bolsonaro (de quem não gosto, mas desgosto menos que Ciro) e com o movimento suicida de Lula, é bem possível que a esquerda mais radical volte a viver anos de ostracismo.

    Amém?



    Publicado por jagostinho @ 18:03



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