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  • 09jun

    Muitas dúvidas sobre a venda das ações da Repar

     

    Por Rubens Recalcatti*

    Há duas semanas, o Brasil viveu dias atípicos. A greve dos caminhoneiros que abalou o país trouxe à tona claramente quais os motivos que faziam com que os preços dos combustíveis viessem subindo diariamente, em especial, os do diesel e da gasolina.

    A política de preços da Petrobras, desde julho de 2017, passou a depender das oscilações do mercado internacional, fazendo com que, no mesmo ritmo, aumentasse a insatisfação dos empresários e autônomos do setor de transporte rodoviário. Daí a razão para a alta adesão à greve e o apoio maciço da população.

    A brusca mudança na política de preços do petróleo brasileiro acabou custando a Pedro Parente o cargo de presidente da Petrobras.

    Entretanto, até o momento, o governo não apontou se manterá as atuais regras para os preços dos derivados de petróleo ou se irá recorrer a alternativas para conter a insatisfação da população.

    De todo modo, o que ficou claro é que mudanças de rumo deverão ser adotadas.

    Dentre elas, é preciso rever o plano de vendas de 60% das ações de quatro unidades da Petrobras, incluindo as da Refinaria Getúlio Vargas, a Repar, em Araucária.

    Assim como a greve dos caminhoneiros demonstrou o equívoco da política de preços flexíveis, temos que analisar melhor esse plano de privatização.

    A Petrobras é um patrimônio público construído com nosso dinheiro e que deve ser gerido com toda a responsabilidade.

    Não sou contra as privatizações, mas defendo que qualquer processo de venda de estatais ocorra de forma transparente e planejada.

    Nós, paranaenses, sabemos muito bem o quanto custa a voracidade privatista.

    Sofremos até hoje com os contratos mal feitos da privatização de nossas rodovias federais, cujos termos permanecem ainda obscuros.

    A Repar gera 2,7 mil empregos diretos e mais 5 mil indiretos, sendo a maioria aqui em Araucária. Como ficarão esses trabalhadores? Haverá demissões em massa?

    Na segunda-feira, o presidente do Sindipetro PR/SC, Mário Dal Zot, disse na Assembleia Legislativa que cerca de 1,5 mil empregos poderão ser comprometidos com a venda da Repar, o que nos traz muitas preocupações.

    Segundo ele, a Petrobras reduziu intencionalmente a produção de todas as refinarias nos últimos tempos. A Repar tem operado com apenas 65% de sua capacidade instalada.

    Aliada à liberal política de preços, a atitude favoreceu vertiginosamente as importações do diesel dos Estados Unidos.

    Outra informação do sindicalista é que foram investidos nos últimos anos US$ 5,5 bilhões na modernização da Repar. E, de acordo com rumores no mercado, a refinaria será ofertada a US$ 2,5 bilhões.

    A serem verdadeiros esses valores, a venda do controle da Repar poderá se transformar num novo escândalo. A refinaria de Araucária responde por 12% da produção brasileira de derivados e atende aos mercados do Paraná, Santa Catarina, Sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    Além dela, estão no plano de vendas do governo as refinarias Abreu e Lima (PE), Relam (BA) e Refap (RS).

    É, por todos esses motivos preocupantes, que me posiciono contra a venda das ações da Repar, pertencentes à Petrobras.

    *Rubens Recalcatti é deputado estadual pelo PSD



    Publicado por jagostinho @ 10:25



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