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  • 28ago

    NBO

     

    Roubaram R$ 100 Milhões dos Aposentados para abastecer campanhas

     

    Segundo as investigações, durante cinco anos, o esquema criminoso arrancou R$ 100 milhões de funcionários públicos federais que fizeram empréstimos consignados.

    Parte do dinheiro pagou contas do ex-ministro Paulo Bernardo; outra parte abasteceu o caixa do partido dele, o PT.

    O consignado é um empréstimo que oferece taxas menores para quem precisa, e risco mais baixo para o banco porque a parcela é descontada diretamente do salário.

    Segundo as investigações, durante cinco anos, o esquema criminoso arrancou R$ 100 milhões de funcionários públicos federais que fizeram empréstimos consignados.

    É um bom negócio para os dois lados, por isso, muita gente recorre ao consignado quando precisa de dinheiro.

    É o que acontece com milhares de brasileiros, mas, por causa do esquema de corrupção, todo funcionário público federal que pegou empréstimo consignado entre 2010 e 2015, pagou uma taxa de administração bem mais cara do que a usual.
    A diferença entre o custo real do serviço e o valor descontado da conta dos funcionários foi o que irrigou o esquema da corrupção.

    “Um controle que deveria custar 30 centavos, no máximo, já dando lucro para a empresa, acabou custando para as pessoas que usaram desse crédito consignado mais de R$ 1 por mês”, disse Fábio Ejchel, superintendente adjunto da receita federal em São Paulo.

    Funcionava assim: o servidor, na ativa ou aposentado, pedia o empréstimo consignado a um banco, recebia o dinheiro, e começava a pagar as parcelas.

    Nesse pagamento estava uma taxa para o grupo Consist Software, empresa contratada pelo Ministério do Planejamento para administrar o serviço.

    Independentemente do valor do empréstimo, todo mês, era descontado R$ 1,25 de cada parcela.

    O custo real de administração mais o lucro da empresa não passavam de R$ 0,40.

    Os outros R$ 0,85, ou seja, a maior parte, eram desviados para o esquema de corrupção.

    Parece pouco, mas imagine isso multiplicado por todos os empréstimos consignados feitos pelos milhares de funcionários públicos federais.

    “R$ 100 milhões foram desviados de funcionários públicos e pensionistas endividados, que se privaram de medicamentos, e de suas necessidades básicas para abastecer os cofres de corruptos. Isso tem que nos causar indignação, isso não pode ser algo natural da nossa sociedade”, disse o procurador da República Andrey Borges de Mendonça.

    O total arrecadado pela Consist no período foi R$ 140 milhões.
    Destes, R$ 40 milhões foram para pagar o custo real do serviço da empresa.
    E os outros R$ 100 milhões foram desviados para o esquema de propina.

    Segundo os investigadores, o ex-ministro Paulo Bernardo ficou com R$ 7 milhões.

    O percentual da propina para ele começou com 9,5%, enquanto ele era ministro do Planejamento no governo Lula, e continuou mesmo depois que ele foi para o Ministério das Comunicações, no governo Dilma, caindo para até 2,5%.

    “Nós investigamos a participação do ex-ministro. Ele recebia através de um escritório de advocacia, e eram feitos pagamentos de custas eleitorais, bens de cunho pessoal. Isso durou de 2010 a 2015 ”, disse Rodrigo de Campos Costa, delegado de Combate ao Crime Organizado.

    “Os percentuais foram se alterando ao longo do tempo, então, é difícil ter um valor preciso. Inclusive havia disputas internas pela propina. Havia uma briga, um querendo que a parte do outro diminuísse”, disse Andrey Borges de Mendonça.

    O procurador do Ministério Público Federal diz que infelizmente a corrupção não é exclusividade da Petrobras:

    “Ela está espraiada como um câncer em diversas entidades, instituições da nossa sociedade, o que mostrou hoje foi isso, que o Ministério do Planejamento, o coração do governo, estava atingido por esse mal”.



    Publicado por jagostinho @ 10:27



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