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  • 18maio

    O GLOBO

     

    PF filma indicado por Temer recebendo propina

    O presidente Michel Temer – ANDRE COELHO / Agência O Globo

     

    Joesley pediu a ajuda de Temer para resolver uma pendência da J&F no governo.

    Temer disse que Joesley deveria procurar Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para cuidar do problema:

    — Fale com o Rodrigo.

    Joesley quis se certificar do que Rocha Loures poderia fazer por ele e perguntou:

    — Posso falar tudo com ele?

    Temer foi sucinto:

    — Tudo.

    Rocha Loures é um conhecido homem de confiança do presidente. Foi chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência sob Temer.

    Após o impeachment, virou assessor especial da Presidência e, em março, voltou à Câmara, ocupando a vaga do ministro da Justiça, Osmar Serraglio.

    Assim foi feito. O dono do JBS procurou Rocha Loures. Marcaram um encontro em Brasília — e se acertaram.

    Joesley lhe contou do que precisava do Cade. Desde o ano passado, o órgão está para decidir uma disputa entre a Petrobras e o grupo sobre o preço do gás fornecido pela estatal à termelétrica EPE.

    Localizada em Cuiabá, a usina foi comprada pelo grupo em 2015.

    Explicou o problema da EPE: a Petrobras compra o gás natural da Bolívia e o revende para a empresa por preços extorsivos.

    Disse que sua empresa perde “1 milhão por dia” com essa política de preços.

    E pediu: que a Petrobras revenda o gás pelo preço de compra ou que deixe a EPE negociar diretamente com os bolivianos.

    Com uma sem-cerimônia impressionante, o indicado de Temer ligou para o presidente em exercício do Cade, Gilvandro Araújo.

    E pediu que se resolvesse a questão da termelétrica no órgão.

    Não há evidências de que Araújo tenha atendido ao pedido.

    Pelo serviço, Joesley ofereceu uma propina de 5%.

    Rocha Loures deu o seu ok.: “Tudo bem, tudo bem”.

    Para continuar as negociações, foi marcado um novo encontro.

    Desta vez, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS e também delator.

    No Café Santo Grão, em São Paulo, trataram de negócios.

    Foi combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, tempo em que vai vigorar o contrato da EPE.

    Ou seja, está se falando de R$ 480 milhões ao longo de duas décadas, se fosse cumprido o acordo.

    Loures disse que levaria a proposta de pagamento a alguém acima dele.

    Saud faz duas menções ao “presidente”. Pelo contexto, os dois se referem a Michel Temer.

    A entrega do dinheiro foi filmada pela PF.

    Mas desta vez quem esteve com o homem de confiança de Temer foi Ricardo Saud, diretor da JBS e um dos sete delatores.

    Esse segundo encontro teve uma logística inusitada.

    Certamente, revela o traquejo (e a vontade de despistar) de Rocha Loures neste tipo de serviço.

    Assim, inicialmente Saud foi ao Shopping Vila Olímpia, em São Paulo.

    Em seguida, Rocha Loures o levou para um café, depois para um restaurante e, finalmente, para a pizzaria Camelo, na Rua Pamplona, no Jardim Paulista.

    Foi neste endereço, próximo à casa dos pais de Rocha Loures, onde ele estava hospedado, que o deputado recebeu a primeira remessa de R$ 500 mil.

    Apesar do acerto de repasses semanais de R$ 500 mil, até o momento só foi feita a primeira entrega de dinheiro.

    E, claro, a partir da homologação da delação, nada mais será pago.

    A assessoria do deputado Rodrigo Rocha Loures informou que ele que vai “esclarecer os fatos divulgados” sobre a delação.

    (Colaborou Guilherme Amado)



    Publicado por jagostinho @ 10:45



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