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  • 10abr

    JORNAL LIVRE

     

     

    Há um segundo Sergio Moro na República de Curitiba.

    Chama-se Friedmann Anderson Wendpap. É juiz titular da 1ª Vara Federal da capital paranaense.

    Nesta sexta-feira, decretou a indisponibilidade dos bens do Partido Progressista e de 11 políticos filiados à legenda. Seis deles são deputados federais.

    O bloqueio será de R$ 476,8 milhões. Alcançará contas bancárias, imóveis e até automóveis.

    Deve-se a providência a uma ação de improbidade administrativa movida pela força-tarefa da Lava Jato.

    Pela primeira vez, os investigadores invadem o salão de um partido político que apadrinhou diretores na Petrobras para assaltar os cofres da estatal. Vêm aí novas ações, contra o PT e o PMDB.

    O juiz Friedmann Wendpap informa, em depoimento à Escola da Magistratura do Paraná, como encara a missão de um julgador.

    Afirma que, para além de ser um Poder, o Judiciário é essencialmente um prestador de serviços à sociedade.

    Nessa linha, o colega de Sérgio Moro vem se revelando um servidor público implacável no combate à corrupção.

    No final do ano passado, Friedmann Wendpap já havia acatado pedido da Advocacia-Geral da União em outra ação de improbidade administrativa.

    Bloqueara parte da receita da Odebrecht e da OAS para cobrir prejuízos impostos ao Tesouro Nacional no escândalo da Petrobras.

    Anotara na sentença que, se a propina de 3% que as empreiteiras pagavam em troca de contratos não lhes inibia “a libido empresarial”, o bloqueio do mesmo percentual de suas receitas “há de ser motivo de júbilo na purgação das condutas deletérias que privatizaram ilegitimamente os bens públicos.”

    Implacável, o magistrado adere agora ao esforço da força tarefa de Curitiba para processar civilmente os partidos e seus protagonistas, que já mastigam o pão que o Tinhoso amassou nas ações penais tocadas na 3ª Vara Federal de Curitiba, sob os cuidados de Sergio Moro.

    Conforme já comentado aqui, essa ação contra o PP abre uma nova e promissora clareira. Os investigadores avançam sobre as logomarcas partidárias por meio de ações de improbidade.

    Um tipo de ação em que não há foro privilegiado.

    Mesmo os encrencados que exercem mandatos parlamentares terão de prestar contas não aos minsitros do Supremo Tribunal Federal, mas ao servidor público Friedmann Wendpap, lotado na primeira instância, base do sistema jurídico.

    A responsabilidade de Friedmann Wendpap é dupla.

    Além de colocar em prática a sua teoria segundo a qual os juízes devem defender os interesses do seu patrão —o contribuinte— o doutor tem diante de si uma fabulosa oportunidade para desmentir os incrédulos que dizem que o fim do foro privilegiado não resolverá o problema da impunidade do pedaço engravatado da quadrilha do petrolão.

    O texto é de Josias de Souza.



    Publicado por jagostinho @ 10:03



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