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  • 09ago

    COLUNISTAS - CURITIBA,03/08/2006- GAZETA - COLUNISTAS DA GAZETA DO POVO. CELSO NASCIMENTO .FOTO-ANTONIO COSTA

    CELSO NASCIMENTO – GAZETA DO POVO

     

    Quadro Negro: delação premiada assusta Centro Cívico

     

    O trajeto de 25 quilômetros entre o Complexo Penal de Piraquara e a sede do Gaeco, em Curitiba, já foi cumprido algumas vezes nas últimas semanas pelo senhor Eduardo de Souza Lopes – claro que sob escolta policial.

    A informação, de fonte segura, é de que o dono da construtora Valor enfim sucumbiu às pressões familiares e decidiu fazer delação premiada.

    O Centro Cívico treme com o que ele, em longas sessões de depoimento, já pode ter revelado.

    Para quem não se lembra: Eduardo é o dono da construtora Valor, aquela acusada de ter recebido cerca de R$ 30 milhões para construir e reformar escolas estaduais sem ter concluído nenhuma das obras.

    É um dos principais protagonistas da Operação Quadro Negro, deflagrada no ano passado pelo Gaeco.

    Além dele, a mulher, o filho e funcionárias da empreiteira tornaram-se réus no processo em curso na 9.ª Vara Criminal de Curitiba.

    A esposa cumpre prisão domiciliar por ser mãe de recém-nascido, mas o filho, Baruque, penou por algum tempo em cela vizinha à do pai.

    O regime fechado dele teria sido transformado há alguns dias em prisão domiciliar com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

    Segundo apurou o Gaeco, a construtora Valor contava com a benevolência do então diretor de Engenharia da Superintendência de Educação (Sude, órgão vinculado à secretaria da Educação), Maurício Jandoi Fanini, que atestava falsamente o andamento das obras e mandava liberar pagamentos indevidos, envolvendo até mesmo recursos transferidos pela União.

    Eduardo Lopes vinha sendo assistido por um advogado que o desaconselhava a aderir à colaboração premiada, mas mudou de opinião após contratar os serviços de outro famoso escritório jurídico.

    Informações vazadas por quem acompanha o caso de perto indicam que o réu está se mostrando muito disposto a auxiliar na identificação de vários figurões com gabinetes no Centro Cívico, com quem mantinha conversações telefônicas e trocava e-mails, visando a esmiuçar as relações deles com o esquema.

    CDs organizados pelo Gaeco guardam mais de 60 megabites de escutas, mensagens telemáticas e digitalizações de documentos.

    A denúncia do Ministério Público Estadual aceita pela Justiça envolve pessoas com foro privilegiado, dentre as quais o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, assim como o próprio governador Beto Richa e seu irmão, o secretário Pepe Richa.

    Em razão disso, parte do processo foi desmembrada e passou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Aspectos que não tinham ficado tão claros quanto à participação e ao papel de cada um nas investigações da Quadro Negro devem ser esclarecidos a partir de agora se o Gaeco considerar úteis os termos da delação e a Justiça homologá-la.

    O material será útil também para as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, interessadas também no caso em razão do suposto desvio de verbas alocadas pelo governo federal.



    Publicado por jagostinho @ 17:29



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