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  • 05abr

    GAZETA DO POVO

     

    Juristas e estudantes de Direito fazem ato em apoio ao juiz Sergio Moro

     

    Encontro foi realizado na sede do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná na Praça Santos Andrade, em Curitiba

     

     

    Pessoas acompanhavam o ato do lado de fora da sede da UFPR na Praça Santos Andrade. Pedro Serapio/Gazeta do Povo

    Pessoas acompanhavam o ato do lado de fora da sede da UFPR na Praça Santos Andrade. Pedro Serapio/Gazeta do Povo

     

     

    Juristas e estudantes de cursos de Direito se reuniram na noite de segunda-feira (4) no salão nobre da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, em ato em apoio ao juiz federal Sergio Moro.

    O ato foi realizado em resposta à reunião de professores e juristas no dia 22 de março, que questionavam o processo de impeachment e alguns atos do juiz Moro.

    Do lado de fora, cerca de 500 pessoas de acordo com a Polícia Militar (PM) acompanharam o ato por telões, vestindo camisetas e estendendo faixas de apoio à Moro.

    Durante o ato, juristas falaram sobre a legalidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e também das ações de Moro, que foram questionadas pelo governo e aliados.

    Em diversas falas, advogados e professores fizeram críticas ao governo de Dilma e ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a denúncia que dá embasamento ao processo de impeachment respeita a Constituição.

    O advogado e professor de Direito Penal, René Dotti ,falou sobre a legalidade da divulgação das escutas telefônicas pelo juiz, afirmando ser de interesse público seu conteúdo.

    Para o professor, o próprio teor da ligação telefônica entre Dilma e Lula configura crime de responsabilidade.

    René Dotti, que também atua como advogado da Petrobras no âmbito da Operação Lava Jato, afirmou que a decisão de Moro em divulgar as escutas é garantida pela Constituição Federal.

    “Nada deve temer um juiz que cumpre a Constituição”, disse.

    “Este governo é que tentou dar um golpe quando iniciou a corrupção de membros do parlamento para se manter no poder”, disse Dotti em referência ao escândalo do mensalão.

    Fortalecimento das Instituições

    Também esteve presente o procurador da força-tarefa da Java Jato, Roberson Pozzobon, que falou sobre o esquema de corrupção denunciado pela operação.

    “Foi a partir deste trabalho conjunto foi revelado este esquema de parasitava o Estado Brasileiro”, afirmando a equipe é apartidária.

    O procurador afirmou que a atuação da força-tarefa respeita o direito da defesa.

    Pozzobon agradeceu o apoio e negou que os atos promovidos pela Justiça Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria-Geral da União (PGU) são heróicos.

    “Não se trata de um trabalho de pessoas, somos apenas formiguinhas que trabalham e buscam fazer a aplicação da Justiça. Longe estamos de nos vermos como heróis, somos apenas operadores do Direito”, afirmou.

    Pozzobon também afirmou que é importante o fortalecimento das instituições democráticas e não de seus representantes.

    “Acreditamos que a Lava Jato quando avança com a responsabilização destes crimes isso decorre da maturidade que a democracia brasileira conquistou não para agentes públicos, mas para instituições. Estas instituições devem ser fortalecidas e não as pessoas que as representam”, disse.

    Ao final, alunos entregaram ao procurador da República um manifesto de apoio às investigações da Operação Lava Jato.

    O manifesto afirmava que os alunos não compactuam com o que chamaram de uma “campanha difamatória”contra Moro e disseram ter orgulho da atuação de Moro dentro da UFPR.



    Publicado por jagostinho @ 10:37



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