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  • 07nov

    UCHO.INFO

     

    CARF e BNDES: acordo de não agressão com Cunha e Renan poupa Lula, seu filho e aliados em CPIs

     

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    Aliados dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atuaram de forma espúria, na quinta-feira (5), em ao menos duas CPIs para evitar convocações de ex-assessores e do filho do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, o lobista Lula.

    Como contrapartida ficou acertado que Cunha seria poupado de críticas.

    A blindagem a Lula é resultado das conversas conduzidas pelo ex-metalúrgico e outros petistas de sua confiança com aliados de Cunha e de Renan nas últimas três semanas.

    Os dois grupos firmaram um pacto de não agressão que envolve interesses do PT, do PMDB e de vários políticos investigados pela Operação Lava-Jato.

    O que mostra que a população não pode confiar nos políticos, pois um criminoso não pode servir de escudo para outro e vice-versa.

    Na última semana, o próprio Lula solicitou ao PT para que desse amplo direito de defesa a Eduardo Cunha e aos demais alvos de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

    O presidente da Câmara e Renan Calheiros são investigados por Janot no âmbito da Lava-Jato.

    Com o avanço das investigações sobre o seu entorno, Lula teme que eventuais ataques do PT a Cunha possam provocar o revide do PMDB nas duas Casas legislativas.

    Lula também avalia que Eduardo Cunha pode aceitar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff para pressionar petistas a defendê-lo no Conselho de Ética da Câmara, onde tramita um processo por quebra de decoro parlamentar.

    De tal modo, na quinta-feira, na comissão de inquérito do Senado que investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), governistas liderados pelo PT e PMDB conseguiram derrubar o requerimento de convocação do filho caçula do ex-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva.

    Ele é dono de uma empresa que apareceu nas investigações da Operação Zelotes, que apura a existência de um suposto esquema criminoso no CARF.

    Além do caso de Luís Cláudio, a base governista impediu as convocações dos ex-ministros Erenice Guerra e Gilberto Carvalho.

    Enquanto isso, na Câmara, aliados de Eduardo Cunha foram fundamentais para ajudar o PT a rejeitar a convocação do ex-ministro Antonio Palocci pela CPI do BNDES.

    Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Palocci teria movimentado R$ 216 milhões após atuar com consultor de empresas que firmaram contratos com o banco de fomento.

    Em julho deste ano, Cunha anunciou a criação das CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão como resposta ao Palácio do Planalto e ao PT pelas denúncias contra ele feitas pelo delator Júlio Camargo.

    Agora, segundo a oposição, houve um “acordão” para poupar Lula e impedir as investigações.

    “Hoje nós assistimos ao enterro desta CPI. O que vamos fazer aqui?”, declarou a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ).

    “O governo veio organizado para derrubar tudo”, afirmou Betinho Gomes (PSDB-MG).

    A oposição pode falar o que quiser, mas é preciso destacar que na CPI do CARF os requerimentos foram derrubados com a ajuda dos adversários do governo, ou seja, dos senadores oposicionistas.

    Isso confirma o mantra do UCHO.INFO, que há muito afirma ser a oposição ser incompetente e traidora, pois busca retornar ao poder para agir como agem os governistas de agora.

    O presidente da Câmara e seus aliados têm reiterado que não há qualquer acordo com Lula ou o PT.

    Questionado sobre a vitória do governo na CPI do BNDES, Cunha disse que não acompanhou a comissão.

    “Não vi o que ocorreu (na CPI), mas na Câmara o espírito não é de constranger nem ele (Lula) nem a família (dele)”, afirmou o deputado.

    Há cerca de três semanas, Cunha disse, em entrevista, ter se encontrado com o ex-presidente para “falar de política”.

    A conversa ocorreu em 18 de setembro, em Brasília. O presidente da Câmara também confirmou que sua relação com o governo melhorou após a chegada de Jaques Wagner à Casa Civil, há pouco mais de um mês.

    Principal articulador do governo na CPI do BNDES, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) reconheceu que “existe um novo ambiente” na base aliada, principalmente com parlamentares do PMDB.

    “Aos poucos, estamos conseguindo reconstruir nossa base”, afirmou. “Hoje tivemos uma boa demonstração disso”.

    Apesar de o governo ter alimentado uma relação tumultuada com o PMDB do Senado no primeiro semestre, a turbulência jamais abalou a proximidade que a cúpula do partido na Casa tem com Lula.

    Senadores do PMDB e o ex-presidente da República reuniram-se diversas vezes para reclamar de medidas tomadas por Dilma.

    Ontem, na CPI do CARF, governistas compareceram em peso para ajudar aliados de Lula.

    O senador Otto Alencar (PSD-BA) condenou em seu discurso a Polícia Federal por ter intimado o filho do ex-presidente às 23 horas, no dia do aniversário de Lula.

    “Estamos diante de uma oposição raivosa que quer atingir a imagem de Lula”, declarou.

    A CPI também rejeitou a transferência dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (mensagens eletrônicas) de Luís Cláudio, bem como de sua empresa, LFT Marketing Esportivo.

    Senadores da base de apoio ao governo também se posicionaram contra a convocação e quebra de sigilo de Carlos Juliano Ribeiro Nardes, sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes.

     

    Publicado por jagostinho @ 11:37



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