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  • 15out

    VEJA.COM

     

    Juristas registram novo pedido de impeachment de Dilma

     

    Novo documento apresentado em cartório nesta quinta inclui as chamadas pedaladas fiscais praticadas pela presidente em 2014 e 2015

     

     

    Pedido de impeachment
    Juristas e movimentos pró-impeachmente registram novo documento pedindo a saída de Dilma num cartório em São Paulo(Nicole Fusco/VEJA)

     

    Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e a advogada criminalista Janaína Pachoal registraram num cartório de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, um novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    A apresentação do documento foi acompanhada pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), e pelos representantes de movimentos pró-impeachment Rogério Chequer, Kim Kataguiri e Marcello Reis.

    O próximo passo será a entrega do documento para apreciação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta sexta-feira.

    O documento é similar ao pedido de impeachment original assinado pelos juristas, mas foi ampliado com os recentes argumentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público de Contas sobre as chamadas pedaladas fiscais de Dilma em 2014 e também em 2015.

    No ato de registro do texto hoje, Miguel Reale Júnior comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu o rito estipulado pelo presidente da Câmara para tramitação dos pedidos de impeachment.

    Para ele, o Supremo invadiu o Regimento Interno da Câmara. “O presidente Eduardo Cunha está seguindo o que está estabelecido no Regimento e na tradição da Casa. O que o Supremo fez foi invasão”, disse.

    Já Bicudo acredita que a corte decidiu de acordo com o PT.

    O deputado Carlos Sampaio disse estar esperançoso quanto à aprovação do novo pedido de impeachment porque a fundamentação é jurídica.

    “Nós estamos dando subsídio jurídico para que ele [Cunha] possa deferir o pedido. Se ele quiser indeferir, que busque outro motivo porque falar que não houve pedaladas em 2015 não é mais algo real”, comentou.

    Publicado por jagostinho @ 14:45



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