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  • 01out

    VEJA.COM

     

     

    Consumidor pagará até R$ 0,20 a mais por gasolina, prevê sindicato

     

    Repasse reflete aumento nas refinarias do preço da gasolina em 6% e do óleo diesel em 4%, anunciado pela Petrobras na noite de terça-feira

     

     

     

    Abastecimento de gasolina nos postos do Brasil
    Aumento na gasolina e no diesel começa a valer, nas refinarias, a partir desta quarta-feira (Luciano Amarante/VEJA)

     

    O aumento nas refinarias do preço da gasolina em 6% e do óleo diesel em 4%, anunciado pela Petrobras nesta terça-feira, já deve ser sentido pelos consumidores nesta semana.

    De acordo com o presidente do Sincopetro (sindicado dos donos de postos de combustíveis de São Paulo), José Alberto Gouveia, o repasse ao consumidor é imediato.

    Segundo ele, os donos de postos já o notificaram que o preço do litro da gasolina vai aumentar de 17 a 20 centavos, e do diesel, em 10 centavos.

    Nas refinarias, o aumento começou a valer a partir desta quarta-feira.

    “Quem está recebendo o produto hoje, já está repassando”, disse Gouveia. Ele ainda se queixou de que o aumento pode prejudicar ainda mais o desempenho do setor. Segundo a categoria, a venda de combustível nos postos de São Paulo já caiu 15% de janeiro a agosto deste ano em relação a 2014.

    “E ainda vai aumentar a inflação, porque tudo roda no Brasil em cima de gasolina e diesel”, afirmou.

    Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), na bomba, o reajuste médio será de 3% para a gasolina e de 2% para o diesel. “Estamos falando de uma média nacional. Temos que entender que a margem de cada distribuidora é livre”, diz.

    Ele explica que, sendo assim, fica a critério de cada posto determinar a proporção do repasse, considerando que cada um possui diferentes despesas, como IPTU, aluguel etc. Na inflação, Pires estima um impacto de 0,15 ponto porcentual.

    O especialista considera que o aumento foi muito pequeno – o ideal seria de 10% a 12% – e reflete o temor do governo em fazer com que a inflação ultrapasse a marca dos dois dígitos este ano.

    “Do ponto de vista de estratégia de preço, não há mudanças da gestão do ex-presidente do conselho da estatal e da Fazenda, Guido Mantega, para a atual gestão, mais preocupada no IPCA do que em questões da empresa”, critica. “Este aumento é um ‘melhoral’ para quem precisa de antibiótico”, completa.

    O analista de inflação da Tendências Consultoria, Marcio Milan, estima um impacto de entre 0,12 e 0,2 ponto percentual na inflação de outubro, mas ficará circunscrito a este mês, sem influenciar as expectativas para 2016.

    Para ele, o anúncio do reajuste neste momento, e não no ano que vem, pode ser uma estratégia do governo para circunscrever o máximo possível a este ano o impacto da alta dos preços administrados.

    Já é dado como certo que o IPCA encerrará 2015 acima de 9%. A meta do governo para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos.

    “O efeito do reajuste é de curto prazo e tira pressão do ano que vem. Essa alta elimina distorções, reduz potencial fonte de inflação para o ano que vem”, concordou o economista-chefe do banco de investimentos Haitong, Jankiel Santos.

    O economista-sênior do Haitong, Flávio Serrano, avalia que o reajuste deve trazer aumento de 4% a 4,5% nos preços do combustível nas bombas. Com isso, o impacto do reajuste no IPCA de outubro deve ser 0,15 ponto porcentual.

    Além do repasse da alta nas refinarias, o preço da gasolina deve subir novamente por causa do reajuste do etanol até o fim do ano, quando começa a entressafra da cana-de-açúcar.

    Com oferta menor, o preço do etanol anidro, misturado em 27% à gasolina, deve aumentar. Com o impacto do reajuste do etanol, a gasolina deve ter um reajuste total de 5% a 6% até o fim do ano pelos cálculos do economista e gerar um impacto 0,25 pp no IPCA.

    Já o reajuste de 4% no diesel nas refinarias não gera impacto direto no IPCA, porque o combustível tem uma participação pequena na formação do indicador de inflação.

    “O peso do reajuste não é repassado integralmente para os consumidores. Para que o diesel tivesse algum efeito relevante sobre a inflação seria necessário um reajuste de, no mínimo, 5%”, avalia André Braz, economista do Ibre/FGV.

    No entanto, segundo os economistas, o repasse pode ocorrer de forma indireta com o aumento de custos em transportes de cargas e passageiros.

    Publicado por jagostinho @ 14:45



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