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  • 22set

    REUTERS

     

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se encontra com trabalhadores e sindicalistas no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, durante a manhã desta sexta feira (21)
    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi procurado pelo governo
    para adiar votações(Miguel SCHINCARIOL/AFP)

     

    Evitar a derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas aprovadas pelo Congresso que ampliam os gastos do governo se tornou a prioridade número um do Palácio do Planalto nesta semana.

    O tema tomou a maior parte da reunião da coordenação política do governo nesta segunda-feira. A avaliação é de que as votações servirão para antever as dificuldades que a presidente enfrentará no Legislativo nos próximos meses.

    Diante do alto risco de os parlamentares derrubarem as decisões de Dilma, o governo decidiu trabalhar pelo adiamento das votações, previstas para esta terça-feira.

    Entre os vetos que devem ser analisados pelo Congresso estão o ao reajuste de até 78,56% para os servidores do Judiciário e à extensão do reajuste do salário mínimo a todos os aposentados.

    O governo divulgou um estudo que aponta que, se os vetos forem derrubados, o custo para os cofres públicos de 2015 a 2019 pode chegar a 127,8 bilhões de reais – praticamente o dobro do esforço fiscal proposto para o próximo ano.

    De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, se os vetos forem derrubados, “o quadro ficaria muito difícil” e seria um “desastre anunciado”.

    “Vamos qualificar o Congresso. Porque aí dá para ter uma dimensão das dificuldades do governo na Câmara e no Senado”, disse a fonte ouvida pela agência de notícias Reuters.

    Diante deste cenário, o governo conta votos para tentar conter a derrubada dos vetos.

    Com a base governista completamente desagregada, os líderes calculam que o Planalto tenha apenas cerca de 200 votos na Câmara para aprovar as medidas do pacote fiscal.

    Entretanto, segundo a fonte, a expectativa é que seja possível obter os 257 votos necessários na Câmara e os 41 no Senado, já que os parlamentares querem evitar a responsabilidade de aprovarem as chamadas pautas-bomba, que dificultariam ainda mais a situação econômica do país.

    Pedido – Na manhã desta segunda-feira, antes da reunião de coordenação política, a presidente reuniu-se a sós com o vice-presidente Michel Temer para tratar essencialmente da reforma administrativa, mas também para pedir ajuda com a base na manutenção dos vetos.

    Temer almoçou depois com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem conversou sobre os dois temas.

    Ao sair do encontro, Cunha, em entrevista, afirmou que é contrário à derrubada do veto ao reajuste do Judiciário.

    “Eu acho que, concretamente, não deve se derrubar. Seria uma atitude de colocar mais gasolina na fogueira. É acender fósforo no tanque de gasolina. Não sou partidário disso”, afirmou.

    Cunha também defendeu ainda o adiamento da sessão do Congresso, mas ainda não há uma decisão.

    Publicado por jagostinho @ 10:19



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