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  • 17set

    VEJA.COM

     

    “Se algo acontecer comigo, o próprio governo pode ser prejudicado”, diz ministro do TCU

     

    Augusto Nardes, relator das contas de Dilma de 2014 no Tribunal, se diz ameaçado e pediu reforço de sua segurança em Brasília

     

    O ex-presidente do TCU, Augusto Nardes, durante o EXAME Fórum 2015
    “Não tenho nada contra nenhum presidente. Meu trabalho é prestar contas à sociedade”, diz Nardes (Heitor Feitosa/VEJA)

     

    O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, relator das contas do governo de 2014, tem afirmado que está recebendo ameaças – e que, se algo ruim acontecer a ele, o governo pode sair prejudicado.

    “Não estou acusando ninguém, mas temos que trabalhar com tranquilidade,” afirmou, em entrevista por telefone.

    “Não tenho nada contra nenhum presidente. Meu trabalho é prestar contas à sociedade.”

    Em nota, a assessoria de imprensa do Tribunal informou que já chegaram ao gabinete de Nardes mais de 13.000 e-mails.

    “A grande maioria com mensagens solicitando a rejeição das contas, mas muitas ofensas pessoais, palavras de baixo calão, ofensas aos familiares e ameaças, como a frase ‘vamos acabar com você.'”

    Em meio à pressão, o ministro solicitou à Secretaria Geral da Presidência do TCU que seu deslocamento em Brasília fosse acompanhado por uma escolta.

    Além disso, em vez de um, dois seguranças fazem a proteção da residência do Ministro. Segundo ele, seus familiares também são alvo de ameaças, o que o faz estudar medidas para protegê-los.

    “Ainda que tenha segurança em casa, talvez, no futuro, solicite a segurança pessoal deles”, diz.

    A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, diz o ministro, foram acionadas para que, em cidades onde haja risco ou alta criminalidade, também haja escolta.

    Nardes afirma que, no última fim de semana, houve uma série de ataques voltados à equipe técnica do tribunal.

    “Eu, pessoalmente, já vinha sofrendo ameaças, mas os auditores técnicos ainda não. Também pedi para a presidência do tribunal reforçar a segurança deles”, citou.

    Em conversa com um secretário, cujo nome Nardes preferiu não citar, o auditor disse que chegou a ser sabatinado com diversas questões pessoais pela internet.

    “A pressão faz parte do jogo democrático, mas a equipe técnica não podia sofrer esse tipo de consequência”, diz.

    O relator já manifestou a intenção de votar pela rejeição das contas de Dilma.

    Na sexta-feira passada, a defesa da presidente apresentou a última defesa para os indícios de irregularidades levantados pelo TCU, entre eles, as chamadas “pedaladas fiscais”.

    No total, o Tribunal questionou 15 pontos sobre as contas da presidente. Após uma análise técnica, o voto de Nardes será levado a julgamento em plenário, que deve ocorrer na sessão de 14 ou 21 de outubro

    Entre as principais acusações a Dilma estão as pedaladas e a liberação de créditos orçamentários sem a aprovação do Congresso.

    A primeira manobra consiste no represamento de recursos da União a bancos públicos, que ficaram obrigados a arcar com o pagamento de benefícios como seguro-desemprego e o Bolsa Família.

    A defesa do governo nega irregularidades, alegando que a prática já existia em anos anteriores.

    ZELOTES– Citado na Operação Zelotes, que apura esquema de corrupção e tráfico de influência no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o ministro voltou a afastar acusações de envolvimento.

    Os investigadores da Polícia Federal teriam chegado a Nardes ao seguir o dinheiro recebido por um escritório do advogado José Ricardo da Silva, que prestava serviços de consultoria a empresas suspeitas de pagar suborno a conselheiros do Carf.

    Recursos dessa consultoria teriam sido transferidos a uma firma – a Planalto Soluções e Negócios – que teve o ministro como sócio.

    “A empresa está parada há mais de cinco anos. Não acompanho mais e não há nenhum fato novo, até onde eu sei”, diz.

    Nardes acrescenta que foi sócio da Planalto Soluções e Negócios com o seu sobrinho, o advogado Carlos Juliano Ribeiro Nardes, mas se desligou formalmente da empresa em maio de 2005, alguns meses antes de tomar posse no TCU.

    Publicado por jagostinho @ 10:34



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