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  • 27ago

    VEJA.COM

     

    Fernando Baiano é o ‘novo delator’ citado por Youssef

     

    Em audiência de acareação na CPI da Petrobras, doleiro disse que outro colaborador explicaria o repasse para campanha de Dilma em 2010.

    Dupla dividiu cela em Curitiba, disse advogado de Youssef a jornal

     

     

    Fernando Soares, o Fernando Baiano, durante a CPI da Petrobras na sede Justiça Federal Curitiba (PR) - 11/05/2015
    Fernando Soares, o Fernando Baiano, durante a CPI da Petrobras na sede Justiça Federal Curitiba (PR) – 11/05/2015(Vagner Rosario/VEJA)

     

    O lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o operador do PMDB no escândalo do petrolão, é o “novo delator” citado pelo doleiro Alberto Youssef, que esclarecerá a doação de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff em 2010, segundo edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

    Youssef fez a afirmação em acareação na CPI da Petrobras na terça-feira, em que ficou frente a frente com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para esclarecer as divergências encontradas em seus depoimentos de delação premiada.

    Na audiência, Costa disse que autorizou o repasse de dinheiro à campanha presidencial do PT em 2010 e que o pedido foi feito pelo ex-ministro Antônio Palocci, que coordenava a corrida eleitoral de Dilma à época.

    Conforme revelou VEJA em setembro do ano passado, Costa disse à força-tarefa da Operação Lava Jato que o doleiro Alberto Youssef foi acionado para viabilizar o repasse.

    O doleiro, no entanto, estava munido de um habeas corpus que o autorizava a ficar calado e só quebrou o silêncio para rebater a versão de Costa, sem negar que a campanha de Dilma tenha recebido dinheiro sujo, e para acrescentar que outro delator está tratando dessa questão.

    “Vou me reservar ao silêncio porque existe uma investigação nesse assunto do Palocci e logo isso vai ser relevado e esclarecido o assunto. Assim que essa colaboração for noticiada vocês vão saber quem foi que pediu o recurso e quem o repassou.”

    Segundo o jornal, a defesa de Fernando Baiano não respondeu aos pedidos de entrevista. Já o advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que se surpreendeu com a declaração de seu cliente e que não conversou com ele sobre o assunto.

    “Eles estavam na mesma carceragem da Polícia Federal, eles podem ter conversado sobre isso. Acho que foi um ato de desabafo de Youssef na CPI para falar que a culpa não é dele.”

    Fernando Baiano negocia um acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato há um mês.

    Na semana passada, ele e o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foram condenados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação em Curitiba (PR), a doze e dezesseis anos de prisão, respectivamente, por corrupção e lavagem de dinheiro.

    Caso o acordo de delação seja homologado, a pena pode ser reduzida até a metade ou o condenado pode obter progressão de regime sem apresentar requisitos objetivos, como cumprimento prévio de uma parcela específica da pena.



    Publicado por jagostinho @ 16:28



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