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  • 25ago

    GAZETA DO POVO

     

     

    Dinheiro de empresa da Lava Jato pagou até motorista de Gleisi, aponta Moro

     

     

    De acordo com o despacho do juiz, o advogado Guilherme Gonçalves era responsável por administrar o dinheiro repassado à senadora pela Consist

     

     

    Gleisi Hoffmann: novo despacho do juiz Sergio Moro revela relação da senadora com a Consist. Foto:- Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

    Gleisi Hoffmann: novo despacho do juiz Sergio Moro revela relação da senadora com a Consist. Foto:- Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

     

    O juiz federal Sergio Moro encaminhou nesta terça-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) os indícios de envolvimento da senadora Gleisi Hoffmann (PT) e do ex-ministro Paulo Bernardo (PT) naOperação Lava Jato.

    Segundo o despacho, parte do dinheiro repassado da Consist ao escritório do advogado Guilherme Gonçalves foi usado para pagar despesas da senadora. Um dos exemplos citados no despacho de Moro é o pagamento do salário de um motorista de Gleisi.

    Reportagem da Gazeta do Povo dessa segunda-feira (23) mostrou que documentos e controles apreendidos no escritório de Gonçalves, que foi alvo de mandados de busca e apreensão na 18.ª fase da Operação, mostram repasses da empresa Consist que podem ter ligação com o pagamento de honorários de campanhas da petista.

    Segundo os investigadores, Gonçalves era responsável por administrar o “Fundo Consist”. De acordo com o despacho de Moro, uma planilha de fevereiro desse ano apreendida no escritório de Gonçalves revela que no “Fundo Consist, com crédito de R$ 50.078,00, foram efetuados diversos lançamentos de débitos em favor da senadora e de pessoas ligadas a ela”.

    Na planilha apreendida estão listados débitos como o pagamento de uma multa relacionada ao nome de Gleisi, no valor de R$ 1,3 mil, e débitos relacionados a Zeno Minuzzo – secretário de finanças do diretório estadual do PT – e Hernany Mascarenhas – motorista.

    Segundo os documentos apreendidos, “constam indícios de que o referido Hernany era remunerado pelo Fundo Cosnist administrado por Guilherme Gonçalves desde pelo menos outubro de 2011”.

    Fundo Consist

     

    De acordo com os investigadores, a Consist teria iniciado pagamentos de vantagens indevidas depois da celebração de um acordo de cooperação entre o Ministério do Planejamento, a Associação Brasileira dos Bancos (ABBC) e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada (Sinapp).

    O objetivo do acordo era a disponibilização, pela internet, de serviços e sistema informatizado de gestão de margem consignável em folha de pagamento.

    Segundo Moro, há provas que revelam que “parte expressiva da remuneração da Consist, cerca de 9,6% do faturamento líquido, foi repassada, por solicitação de Alexandre Romano [operador, preso na 18.ª fase da Lava Jato], ao advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, que, por sua vez, utilizou esses mesmos recursos para pagamentos associados à senadora da República Gleisi Hoffmann [PT]”.

    Paulo Bernardo

     

    O ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi, também aparece nas anotações apreendidas no escritório de Gonçalves.

    De acordo com o despacho de Moro, em um dos documentos apreendidos consta uma anotação de que “do pagamento de R$ 50 mil de honorários pela Consist a Guilherme em 29/09/2011, ele teria acertado com o ex-ministro Paulo Bernardo (…) que ficaria, desta feita, com todo o montante”.

    Para Moro, a anotação indica que os valores não se tratavam de honorários por serviços prestados por Gonçalves à Consist, já que o advogado “precisaria de concordância de terceiro para lidar com honorários pagos pela Consist”.



    Publicado por jagostinho @ 14:49



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