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  • 27jun

    G 1 – PR

    ‘Ignoraram ela’, diz marido de mulher que morreu em frente a UPA no PR

    Caso aconteceu na UPA do bairro Fazendinha, em Curitiba, na terça (23).
    Polícia, Ministério Público e Prefeitura investigam o caso.

     

    UPA

     

    O vigilante Vilson dos Santos ainda chora pela morte da mulher dele, Maria da Luz das Chagas dos Santos, que morreu em decorrência da demora para receber atenção médica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Fazendinha, em Curitiba.

    Para ele, houve despreparo dos funcionários que faziam a triagem dos pacientes na terça-feira (23), quando tudo aconteceu.

    “Como que vão dar um atendimento de triagem se não são capacitados? O que está fazendo lá?”, questiona.

    Segundo Vilson, os atendentes da UPA foram grossos com ele e com Maria, que se queixava de fortes dores no peito e na cabeça. “Ignoraram ela e ela ficou ali, naquele momento chocante, de dor”, lembra.

    Os dois chegaram à UPA por volta das 19h. Enquanto a consulta com o médico não era agilizada, as dores aumentaram.

    Maria e o marido decidiram sair e ir a uma farmácia, em frente à unidade. A ideia era comprar algum remédio que pudesse aliviar as dores dela.

    Ao chegar no local, ela caiu. “Eu escutei a palavra dela: ‘eu estou morrendo amor’, aí eu disse, ‘não, não está morrendo’, mas quando eu olhei o rosto dela, estava tudo preto. Ela estava morrendo”, lembra.

    Vilson voltou à UPA para pedir ajuda, mas nenhum médico se deslocou até o local para socorrer a mulher.

    Em vez disso, orientaram que ele deveria buscar ajuda com os Bombeiros ou com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

    Segundo ele, ambos os serviços se negaram a mandar ambulâncias, pois Maria estava em frente a uma unidade de saúde.

    Um vídeo gravado naquela noite mostra o momento em que Maria é carregada em uma cadeira de rodas até a UPA.

    Uma pessoa que aparece na imagem ainda diz que não vai atendê-la se a pessoa que gravava o vídeo continuasse filmando.

    Investigação
    Para o delegado Francisco Caricati, que investiga o caso, há indícios de que houve negligência por parte dos funcionários da UPA.

    “Se chega lá, a pessoa atende, vê o histórico dela [Maria], está reclamando de dores no peito, é hipertensa, já foi atendida aqui, foi orientada, foi dado um encaminhamento, então é prioridade. Pode estar infartando”.

    “Isso, sim, demonstra que houve uma negligência. E, se comprovada a negligência, a pessoa responde não pela omissão, responde pela morte”, afirma.

    O Ministério Público do Paraná e a Prefeitura de Curitiba também investigam o caso. Na administração municipal, porém, ninguém quer comentar o assunto.

    A UPA é uma unidade gerenciada pela Secretaria Municipal de Saúde.

    Até esta sexta-feira (26), ninguém foi afastado do cargo em decorrência da morte de Maria.



    Publicado por jagostinho @ 13:56



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