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  • 27jun

    G1 – PR

     

    Prova de colégio pergunta: ‘Por que Beto Richa é contra a sociedade?’

     

    Questões foram elaboradas por professores de colégio estadual do Paraná.

    Confronto do dia 29 de abril e greve dos professores foram abordados.

     

    PROVA DE HISTORIA ALMIRANTE TAMANDARÉ

     

    O confronto do dia 29 de abril no Centro Cívico de Curitiba e a greve dos professores da rede pública de ensino do Paraná foram tema de uma prova para jovens e adultos de um colégio de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital paranaense.

    A primeira pergunta da prova era: “Por que Beto Richa é contra a sociedade?”. A prova de história foi aplicada na segunda-feira (22) para 28 alunos da escola estadual.

    Os alunos deveriam responder questões sobre a greve dos professores e o ocorrido de 29 de abril, data marcada pelo confronto entre a Polícia Militar (PM) e os professores, deixando mais de 200 pessoas feridas.

    Além da questão envolvendo o governador do Paraná, que é do PSDB, a prova também perguntava a causa do massacre dos educadores, se os estudantes concordavam com o pedido de impeachment do governador e se a greve dos professores foi justa.

    A prova foi feita por dois professores de história, que foram chamados nesta sexta-feira (26) para dar explicações ao Núcleo de Educação. Para eles, não houve exageros na elaboração das perguntas.

    “Eles têm liberdade para não concordar com a pergunta e falar ‘eu não concordo por isso, por isso’. E se eles disserem ‘eu não concordo por isso, por isso’, eu vou avaliar a questão e vou dar um ponto positivo”, disse o professor Jorge Queiroz e Silva.

    A professora Edina Macionk também se posicionou: “Teve todo um trabalho antes, em sala de aula, antes de ser colocada. Não como está sendo abordada agora, que foi imposta aos alunos, que é opinião nossa. Não foi isso. Então, eu tenho a minha consciência livre”.

    O Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato) informou que não orienta os professores a agirem dessa forma.

    De acordo com especialistas, o problema não foi levar para sala de aula o que aconteceu no dia 29 de abril, mas a forma como o conteúdo foi passado para os alunos é que está sendo discutida.

    Para o educador Marcos Meyer, a prova foi tendenciosa e não poderia ter sido elaborada como foi.

    “Quando a gente trabalha duas opiniões, a gente ensina o aluno a pensar e é isso que está faltando na nossa sociedade. Precisamos ser favoráveis a posicionamentos políticos de verdade, mas não tendenciosos”, explicou.

    As explicações dos professores ao Núcleo Regional vão ser encaminhadas para a avaliação da Secretaria Estadual de Educação.

    Greve
    A greve da categoria durou 46 dias e foi encerrada no dia 9 de junho. O pedido de reajuste salarial foi um dos principais entraves da paralisação.

    Desde o início, a categoria pedia aumento de 8,17%, por conta da reposição da inflação. Porém, o reajuste inicial será de 3,45% e será pago em outubro.

    O acordo, que deu fim à greve, ainda prevê um plano de reajuste até 2018.

    Esta foi a segunda paralisação da categoria neste ano. A primeira aconteceu em fevereiro e já havia atrasado o início do calendário escolar em 29 dias.



    Publicado por jagostinho @ 16:08



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