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  • 15maio

    UOL NOTÍCIAS


    O lançamento do livro de uma das vítimas do médico Roger Abdelmassih se transformou em um ato anti-PT e em apoio ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a operação Lava Jato, em São Paulo, nesta quinta-feira (14).

    Moro e sua mulher, a advogada Rosângela Wolff Moro, assinaram o prefácio do livro “Bem-vindo ao Inferno”, que narra a história de Vana Lopes, umas das vítimas do médico, condenado a 181 anos, por estupro de suas pacientes.

    Durante o evento, em uma livraria da capital paulista, Moro recebeu aplausos e apoio de cerca de 100 fãs que foram lá só para recebê-lo.

    O ato teve desde gritos de “É Sérgio Moro” e “Fora PT” até cantoria do Hino Nacional Brasileiro.

    Por conta do tumulto causado pelos admiradores do juiz Moro, o corredor da livraria onde ocorreu o lançamento ficou lotado e a coletiva de imprensa com Vana e os autores do livro –os jornalistas Cláudio Tognolli e Malu Magalhães– não aconteceu.

    Moro permaneceu no local por cerca de meia-hora e tentou manter a discrição ao ouvir os elogios e aplausos.

    Ele também evitou responder a perguntas da imprensa sobre a Lava Jato.

    Perguntado se ele se considera um “herói nacional”, como afirmavam seus fãs, disse apenas: “Não”. 

    “Ele [Moro] se tornou a grande esperança das redes sociais e da turma do bem. A esperança é ver Lula na cadeia”, disse Celene Salomão de Carvalho, membro do Movimento Brasil Livre de Maceió, vestida com uma camisa com a foto de Moro estampada.

    Sobre as manifestações de apoio a Moro, Rosângela disse que já presenciou cenas parecidas “algumas vezes, desde o início da operação [Lava Jato]”.

    Mariana Topfstedt/Sigmapress/Estadão Conteúdo

    O juiz federal Sergio Fernando Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato, e a esposa, Rosângela, comparece ao lançamento do livro “Bem-vindo ao Inferno”, em livraria na Avenida Paulista, em São Paulo

    Caça ao médico

    “O livro é um resultado da luta [de busca por Abdelmassih] e o fiz para lançar a ONG [Vítimas Unidas, que agrega mulheres violentadas pelo médico]”.

    “Eu liderava a caçada mas sempre contei com apoio das anônimas, que sempre me estimularam”, descreveu a vítima Vana Lopes, que deu início em 2010 à caçada por pistas que incriminassem o médico e obteve cerca de 300 documentos sobre ele, que foram entregues à Polícia Federal.

    O especialista em reprodução assistida fugiu da Justiça no início de 2011 e foi capturado no Paraguai em 2014. Abdelmassih foi condenado por 56 estupros.

    Vana ainda batalha na Justiça para obter os embriões gerados por Abdelmassih durante o tempo em que foi paciente dele.

    “Isso é uma nova luta, em que nós vamos entrar com uma ação internacional”, disse.

    “Conheci Vana em uma premiação no Rio de Janeiro e a história dela particularmente toca. Qualquer pessoa que queira ser mãe, inclusive eu, poderia ter passado por uma situação semelhante”.

    “Ela me convidou para escrever o prefácio e fiz com muita honra, muito orgulho. Vejo nela uma busca incansável para combater o sentimento de impunidade”, disse Rosângela Moro. 

    Publicado por jagostinho @ 17:38



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