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  • 27mar

    VEJA.COM

    Em nova música, Lobão retrata a ‘impostora eleita’. Ouça

    Canção ‘A Posse dos Impostores’ vai integrar o novo single do cantor, compositor e colunista de VEJA

     

    Lobão irá substituir Rafinha Bastos em A Liga
    Lobão mira governo petista em nova música(Divulgação/Rui Mendes/VEJA)

    O cantor e compositor Lobão lança na próxima semana a música A Posse dos Impostores, carro-chefe de um novo single que o músico planeja lançar no início de abril.

    A canção, que já foi apelidada de “hino dos protestos” contra o governo Dilma nas redes sociais, fala dos escândalos de corrupção, fraudes e esquemas de desvio do dinheiro público – e das “ruas que se inundarão” contra isso, como ficou evidente nas manifestações de 15 de março.

    Colunista de VEJA, Lobão gravou ano passado A Marcha dos Infames, outra música que mira o governo petista. Na canção, uma “lista negra” de jornalistas divulgada na época pelo PT inspira um retrato das práticas do partido em sua “marcha” para tomar e conservar o poder.

    Desta vez, sem citar Dilma nominalmente, Lobão fala na “impostora eleita rodeada de castrados com a nossa receita” e avisa: “Estamos fartos de um país frouxo, injusto e ineficaz”.

    Confira a letra e ouça a nova música do cantor:

    A Posse dos Impostores

    (Lobão)

    Não há sombra de fúria no Planalto Central

    na fraqueza mortal do rebanho no redil

    É a Odisséia do Insulto, a vitória ideal

    Do fracasso, do débil, do inútil servil

    Da Terra do Nunca, onde é proibido crescer

    À Terra do Menos onde o esmêro é encolher

    Paraíso minúsculo do impostor

    Da fraude sem escândalos, amnésia e calor

    Esterilizando mamatas, silêncio e lorota

    A mordaça é a grana e patrulha, a chacota

    Gritar vou gritar: Até quando vão enganar

    O rebanho no redil alegre a sambar?

    Quem precisa correr, quem precisa lutar?

    Quem precisa mentir, quem precisa sangrar?

    Quantos já se calaram, quantos se foram em vão?

    Resistir será fútil quando as ruas se inundarão

    Há uma sombra de fúria na impostora eleita

    Cercada de castrados com a nossa receita

    Com sua pompa vulgar de butijão de gás

    Estamos fartos de um país frouxo, injusto e ineficaz



    Publicado por jagostinho @ 10:24



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