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  • 25mar

    ISTOÉ

    Renan diz que pacote fiscal não será aprovado como está e pede criação do “menos ministérios”

     

    Presidente do Senado voltou a criticar as medidas econômicas adotadas pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira

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    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a criticar as medidas econômicas do governo Dilma Rousseff nesta terça-feira, 24. Nem a base aliada, da qual o PMDB também faz parte, foi poupada.

    “O momento é difícil, o momento é grave. Só os aliados divergem da magnitude desse diagnóstico”, disse, em alusão aos parlamentares que saem em defesa da administração federal.

    Segundo ele, está na hora de diminuir o tamanho do Estado. “Se nós aplaudimos o Mais Médicos, está na hora do ‘menos ministérios'”, afirmou.

    Renan criticou o excesso de cargos comissionados, indicações políticas e o “aparelhamento” Estado.

    “Nada mais justo, em tempo de sacrifícios para a sociedade, que o governo dê o exemplo”, completou.

    Desde a semana passada, após os protestos contra o governo, lideranças do PMDB começaram a defender uma reforma administrativa. A estratégia é melhorar a imagem do partido e tentar se dissociar da disputa por cargos.

    Renan pediu humildade para que as dificuldades sejam reconhecidas.

    “O problema é complexo e não será resolvido como resultado de uma única equação ou de uma visão simplista”, avaliou.

    Na opinião dele, o pacote de ajuste fiscal dificilmente será aprovado como foi enviado ao Parlamento, já que “é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da sociedade”.

    Segundo Renan, o trâmite das medidas provisórias (MPs) que mudam regras trabalhistas e previdenciárias será semelhante ao que ocorreu com o reajuste na tabela do Imposto de Renda (IR): com negociação.

    O presidente do Congresso fez uma série de críticas à gestão federal.

    “O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso no aumento da produtividade e do emprego no Brasil”, afirmou.

    “O ajuste é necessário, mas não pode ser um fim em si mesmo”, destacou. Renan criticou ainda o que chamou que ajuste “meramente aumentando impostos e tomando poder de compra da população”.

    As afirmações foram feitas em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde Renan recebeu a Agenda Legislativa da Indústria, documento com sugestões do setor para permitir melhorias no ambiente de negócios.

    De acordo com o presidente do Senado, uma negociação foi iniciada para que a Casa e a Câmara definam uma pauta expressa que priorize as “urgências nacionais” na economia.



    Publicado por jagostinho @ 13:51



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