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  • 11mar

    REUTERS

    Em entrevista a revista publicada por jovens da periferia de Buenos Aires, pontífice pediu ‘transparência’ nos gastos de campanhas eleitorais

    Papa Francisco durante audiência geral no Vaticano
    Papa Francisco durante audiência geral no Vaticano – 21/1/2015(Tony Gentile/Reuters)

    O papa Francisco voltou a entrar em uma seara alheia à liturgia ao falar sobre campanhas eleitorais.

    Em entrevista a uma revista argentina, o pontífice defendeu o financiamento público de campanha.

    “No financiamento de campanha entram em jogo muitos interesses que depois mandam a fatura”, disse.

    “Evidentemente esse é um ideal, porque sempre é preciso dinheiro para manifestos, para a televisão. Em todo caso, que seja um financiamento público. Desta forma eu, cidadão, sei que financio este candidato com esta determinada quantia de dinheiro. Que tudo seja transparente e limpo”.

    A declaração sobre um assunto delicado foi muito mais abrangente do que o exigido pela pergunta, que questionava o que o papa recomendaria aos políticos argentinos neste ano de eleições presidenciais.

    A entrevista foi para a revista La Cárcova News, uma publicação de jovens de uma populosa comunidade na periferia da grande Buenos Aires – região bem conhecida do ex-arcebispo local.

    Francisco também pediu uma “plataforma eleitoral clara” dos candidatos e voltou a tocar em um tema que já lhe causou dor de cabeça: a questão das drogas na Argentina. Em fevereiro, o papa falou sobre o crescimento do narcotráfico em seu país de origem, expressando seu desejo de que ainda houvesse tempo para “evitar a mexicanização”.

    Depois disso, teve de se retratar com as autoridades do México.

    Na nova entrevista, mencionou a produção de entorpecentes na Argentina.

    “Há países que já são escravos da droga. Há países ou áreas onde tudo está sob o domínio da droga. Com relação à Argentina, só posso dizer isso: há 25 anos era país de trânsito, hoje em dia, é onde se consome a droga. E eu não tenho certeza, mas acredito que também se fabrica”.

    Medo da dor – O pontífice também admitiu ter medo da dor física ao ser questionado a respeito de notícias de que ‘fanáticos’ querem matá-lo. “Nossa vida está nas mãos de Deus. Eu disse ao Senhor: Tome conta de mim. Mas se for da sua vontade que eu morra ou que alguém faça algo comigo, eu peço apenas uma coisa: que isso não me machuque, porque sou muito covarde quando se trata de dor física”.

    No final do ano passado surgiram informações de que o serviço secreto italiano havia identificado uma ameaça terrorista do Estado Islâmico contra o papa Francisco, que poderia ser alvo de um atentado.

    Asegurança no Vaticano foi reforçada. Durante uma visita do pontífice a Manila, em janeiro, houve rumores de que militares filipinos teriam frustrado um ataque terrorista – o que foi negado pelo Vaticano.



    Publicado por jagostinho @ 15:21



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