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  • 27jan

    UCHO.INFO

    Empréstimo bancário à Itaipava e amizade de Lula com pecuarista estão na mira da oposição

    Líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR) solicitará ao Ministério Público Federal investigação dos empréstimos suspeitos feitos pelo Banco do Nordeste à cervejaria Itaipava, conforme publicado na mais recente edição da revista Época.

    O parlamentar também destacou que apresentará requerimento de informação destinado ao Ministério da Fazenda solicitando detalhes da operação.

    walter_faria_01Rubens Bueno afirmou que a questão precisa ser analisada em profundidade pelas autoridades brasileiras.

    Para o deputado, é inadmissível que uma empresa burle critérios e normas de um banco público para obter financiamentos em curto período de tempo.

    O deputado paranaense afirmou que a situação pode ser considerada ainda mais grave caso fique comprovado o envolvimento de agentes públicos federais na facilitação do empréstimo.

    “É uma relação muito grave e que obrigatoriamente precisa ser investigada. Ele presenteou a então candidata Dilma Rousseff com cinco milhões de reais após conseguir esse empréstimo. Essa relação toda é muito suspeita, principalmente quando envolve um banco notoriamente aparelhado pelo PT e acusado de envolvimento em outros esquemas já investigados pela Justiça”, disse.

    A reportagem mostra como o empresário Walter Faria, dono da Itaipava, conseguiu empréstimo em tempo recorde em negociações suspeitas com o Banco do Nordeste para a construção de duas fábricas na região.

    Mesmo devendo R$ 400 milhões à Receita Federal em impostos atrasados e multas, além de possuir uma longa ficha criminal, Faria teria obtido mais de R$ 800 milhões com o BNB para a construção das duas unidades da cervejaria.

    Os créditos teriam sido supostamente liberados por intermediação de integrantes do PT. Após 12 dias obter o empréstimo, o empresário doou R$ 5 milhões para a campanha da Dilma Rousseff.

    Aos amigos tudo

     

    O parlamentar também criticou a relação do ex-presidente Lula com o pecuarista e empresário João Carlos Bumlai, revelada em reportagem da revista Veja.

    Bueno afirmou que a “amizade” levanta muitos questionamentos sobre a atuação de Bumlai no governo federal, o que reforçaria ainda mais a tese de instalação de uma CPI da Petrobras.

    “Precisamos investigar até aonde isso foi. É preciso saber se Bumlai realmente tinha um tratamento privilegiado dentro do Palácio do Planalto. O suposto envolvimento dele com as empreiteiras hoje investigadas pela Operação Lava-Jato é mais um dos diversos itens que precisa se analisado por uma nova CPI da Petrobras”, destacou.

    Briga com bancos

     

    Em meados de 2013, os bancos HSBC, Credit Suisse e ING recorreram à Justiça brasileira para cobrar 530 milhões de reais da Cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava, Crystal e Petra.

    Os processos nada têm a ver com cerveja, mas as instituições financeiras acusam a empresa de ser dona oculta de uma processadora de soja chamada Imcopa, que deu um calote bilionário na praça.

    Como a Imcopa tornou-se inadimplente, os bancos queriam que a Petrópolis honrasse as dívidas.

    Líder na produção de derivados de soja não transgênica no País, a Imcopa devia, à época, quase 1 bilhão de reais e há muito enfrentava problemas com credores.

    A empresa renegociou as dívidas em 2009, mas não cumpriu os acordos. Em janeiro de 2013, pediu recuperação judicial.

    Os bancos alegaram nas ações judiciais que foram enganados e que a Petrópolis apropriou-se da Imcopa por baixo do pano – tudo tramado para ficar com as receitas bilionárias do negócio, sem ter de arcar com as dívidas.

    Na Justiça, os bancos pediram o reconhecimento da situação, para assim cobrar a cervejaria. O HSBC cobrava 380 milhões de reais; o Credit Suisse, 90 milhões de reais; e o ING, 50 milhões de reais.

    Ligações com Marcos Valério

     

    Condenado à prisão na Ação Penal 470 (Mensalão do PT, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou à Polícia Federal, após ser preso em outubro de 2008 no rastro de outra investigação, que prestava consultoria empresarial a Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, e que recebia os honorários em dinheiro vivo.

    A versão apresentada por Marcos Valério contrariou a nota oficial divulgada na ocasião dos fatos pela empresa, que negou ter “qualquer tipo de contrato” com o então caixa do Mensalão do PT.

    Na sequência, a cervejaria informou que o contrato era verbal e que não houve pagamento de salário, no máximo ressarcimento de despesas.

    Marcos Valério e o dono da Itaipava, que agora está envolvido em novo escândalo, foram alvo de investigação do Ministério Público Federal em São Paulo por suposta corrupção, formação de quadrilha e denunciação caluniosa.

    À época, o publicitário mineiro foi indiciado pelos três crimes. O indiciamento é a convicção da PF de que reuniu indícios suficientes contra um investigado. A prisão de Walter Faria foi rechaçada pela Justiça por falta de provas.

    Para o Ministério Público Federal, os dois agiram juntos para prejudicar dois fiscais da Fazenda paulista que autuaram a empresa Praiamar, do grupo Petrópolis, em R$ 104,5 milhões.



    Publicado por jagostinho @ 13:17



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