Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 24dez

    AUGUSTO NUNESCOLUNA DO AUGUSTO NUNES/VEJA.COM

    A presidente tenta inventar o critério do prontuário para reduzir o índice de criminalidade no primeiro escalão

     

    Em nações adultas, ministros de Estado são escolhidos pelo currículo. No Brasil das molecagens bilionárias, algemado pelo primitivismo do PT, Dilma Rousseff resolveu basear-se no prontuário dos pretendentes para remontar o primeiro escalão.

    Como informou nesta terça-feira o site de VEJA, anotações antigas não contam. O exame eliminatório se limita a avaliar os barulhos e estragos que podem ser causados pela incorporação à ficha policial de novas delinquências, principalmente se vinculadas ao oceano de bandalheiras envolvendo a Petrobras.

    O deputado federal Henrique Alves, por exemplo, era um nome certo na lista dos novos ministros. Deixou de sê-lo pela certeza de que logo estará exposto na vitrine do Petrolão.

    Dilma insiste em manter nos cargos os pecadores de estimação que já estavam por perto quando o escândalo explodiu ─ teimosia que explica a sobrevivência de Graça Foster.

    Mas não quer ampliar a procissão de problemas com a nomeação de figuras que, antes da primeira linha do discurso de posse, estarão depondo no noticiário político-policial.

    A desastrada tentativa de instituir o critério do prontuário assombrou um país que já não se espanta com nada.

    Não seria outra invencionice da oposição essa história de que a presidente pediu socorro ao procurador-geral para não elevar mais um pouco a taxa de criminalidade do Poder Executivo?

    Não seria outra molecagem da elite golpista espalhar que Rodrigo Janot rechaçara a maluquice tilegal?

    Como acreditar que o emissário designado pelo Planalto fora capaz de murmurar que, nesse caso, a chefe se contentaria com uma relação dos réus iminentes, desacompanhada dos delitos atribuídos a cada um?

    Pois foi tudo verdade, confessou no começo da tarde José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e estafeta de Dilma.

    “Fiz ao Janot a ponderação de que gostaríamos de informações sobre nomes que comporiam a nossa equipe independentemente de qualquer detalhamento”, declamou ao som da lira do delírio.

    “Mas ele ponderou que não poderia fornecer qualquer tipo de informação a respeito da Operação Lava Jato uma vez que essa questão está sob segredo de Justiça”.

    Quer dizer: o titular do Ministério ao qual está subordinada a Polícia Federal anda à caça de informações que reduzam o número de colegas criminosos. Um monumento ao surrealismo.

    O lote de novos ministros anunciado no fim da tarde avisou que ou Dilma não conseguiu a ‘capivara’ da turma ou desistiu de fingir que agora aprecia ter ao lado gente sem culpa no cartório.

    No Brasil, excluída a população carcerária, a maior concentração de patifes por metro quadrado está alojada na Esplanada de Ministérios.

    Se quisesse mesmo combater a corrupção cinco estrelas, bastaria que Dilma reunisse o primeiro escalão, convocasse os diretores das estatais e  desse voz de prisão aos presentes.

    No segundo seguinte, meio mundo estaria com os dois braços erguidos.



    Publicado por jagostinho @ 14:37



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.