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  • 14dez

    Companheiros e Companheiras,

    Envio matéria de autoria de Carlos Lopes, Vice-Presidente do PPL, publicado no jornal Hora do Povo, edição de 12 a 16 de dezembro de 2014, sobre a revisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

    Mario Bacellar Filho

    Presidente do PPL/PR

     

    p1 (1)Contratou Levy para fazer o serviço sujo

    Dilma quer condenar o Brasil a ficar mais 3 anos sem crescer

    Revisão da LDO consuma o maior estelionato já cometido contra o país

    Quem achava que a vitória de Aécio poderia ser pior que a de Dilma, não tem mais por que achar.

    A revisão da LDO, ao projetar um crescimento pífio de 1,7% também para os próximos três anos (0,8% em 2015, 2% em 2016 e 2,3% em 2017), estrangular o BNDES com a negação de aportes do Tesouro e cortar R$ 260 bilhões do Orçamento, ao mesmo tempo em que eleva os juros ao patamar dos 12%, significa a mais feroz investida já realizada no país em prol da concentração da renda.

    Bancos e os rentistas em geral vão navegar de vento em popa, enquanto o setor produtivo e o povo vão comer o pão que o diabo amassou.

    Governo quer impor crescimento medíocre de 1,7% ao ano até 2017

    “O Executivo está comprometido a realizar o máximo superávit primário”, diz a LDO

    O mais anômalo na revisão do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, remetida ao Congresso no último dia quatro, é que o governo pretende determinar um crescimento pífio, completamente insignificante para o Brasil, nos próximos três anos.

    O que está nessa revisão é que o governo quer um crescimento médio anual de 1,7% de 2015 a 2017. Mais especificamente: 0,8% (2015), 2% (2016) e 2,3% (2017).

    A média de 1,7% nos três anos a seguir é mais baixa que a dos piores governos que já houve no país: mais baixa que a do famigerado Campos Sales (+3,1%); mais baixa que a da derrocada da ditadura (+2,4%) e mais baixa até que a do catastrófico governo Fernando Henrique (+2,3%).

    Só o alucinado e breve governo Collor conseguiu estar abaixo de 1,7%. Fora isso, apenas a própria Dilma conseguiu, em seu primeiro mandato, algo de mediocridade comparável (provavelmente 1,6%, talvez 1%, ao final deste ano, na média 2011-2014).

    Essa é a meta de crescimento – declarada por escrito – do governo Dilma/Levy para os próximos três anos. Na verdade, menor, pois nenhum patife neoliberal “projeta” o crescimento que realmente quer impor ao país (v. HP 10-11/12/2014).

    Entretanto, essa meta de paralisar o país durante três anos, explicitada num documento aparentemente sem muita importância – a vigarice é o estilo intrínseco desse governo – não foi o que Dilma disse na campanha.

    No dia 18 de agosto de 2014, entrevistada no Jornal Nacional, da TV Globo, ela revelou uma novidade espetacular: “preparamos o país para um novo ciclo de crescimento, com um Brasil mais competitivo”.

    No dia seguinte, nas hidrelétricas do rio Madeira, ela repetiu: “está nascendo um novo ciclo de crescimento econômico, que vai fazer um Brasil moderno, mais inclusivo, reduzir mais as desigualdades”.

    Quatro dias depois, disse, numa reunião com prefeitos gaúchos: “nós vamos ter um novo ciclo de crescimento, sim. Este ciclo foi plantado agora”.

    Não é preciso escolher o que é pior: se a mentira, o estelionato eleitoral ou a falta de caráter que faz alguém dizer qualquer coisa – trapaceando conscientemente, enganando intencionalmente – para ser eleita. Não é preciso escolher, pois tudo é a mesma coisa.

    Mas nunca houve um escândalo desses na República, desde 1889. Fala-se muito que Jânio Quadros era um demagogo, mas, durante seus sete meses de governo, fez o que disse que ia fazer – tanto no mal quanto no bem. Mesmo Collor, apesar de confiscar a poupança de seus próprios eleitores, não estabeleceu uma política econômica de algemar o crescimento durante três anos.

    Essa meta miserável é a mais reacionária de que se tem notícia no Brasil, pois significaria, se o governo Dilma/Levy conseguisse levá-la à prática, desemprego e falências de empresas (é claro que as nacionais) por três anos consecutivos, sem esperança de melhora em seguida.

    Só alguns doidos podem achar que é tranquilo impor tal política, mas esse é o conteúdo da política econômica do governo Dilma/Levy: destruir o país, com aumento do desemprego, aumento de juros do BNDES – com o fim de qualquer aporte do Tesouro durante essas três anos – e liquidação das empresas, sobretudo das indústrias, durante praticamente todo o mandato.Ao mesmo tempo, diz a revisão da LDO: “o Executivo está comprometido a realizar o máximo superávit primário”.

    Resumindo: corte violento de qualquer investimento público, nenhum estímulo à produção através dos bancos públicos – e o dinheiro público, durante três anos, a serviço de uma única finalidade: os juros aos bancos e demais rentistas, pois é para isso que serve o “superávit primário”, um desvio das verbas destinadas às necessidades da população, para serem transferidas, sob a forma de juros, aos bancos e outros rentistas. Ainda mais quando é o “máximo superávit primário”.

    No dia  3 de setembro de 2014, durante uma caminhada em Venda Nova, Belo Horizonte, Dilma declarou: “É absolutamente temerário e inacreditável que alguém proponha reduzir o papel dos bancos públicos. Nós temos sim uma política de subsídio [do Tesouro aos bancos públicos]. E não nos envergonhamos dela – pelo contrário, acreditamos que ela viabilizou muitas conquistas e sustenta toda a estrutura produtiva desse país”.

    No dia seguinte, em Fortaleza, ela apelou: “Quem é contra os subsídios [do Tesouro aos bancos públicos] é contra o Minha Casa Minha Vida”.

    No dia 18 do mesmo mês, a campanha de Dilma começou a veicular vários comerciais – quer dizer, propagandas televisivas e radiofônicas – onde um locutor de voz soturna dizia: “Marina tem dito que, se eleita, vai reduzir os subsídios dados pelos bancos públicos. Isso significaria menos financiamento para a agricultura familiar e para a indústria. E um grande risco para programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o ProUni. Ou seja, milhões de brasileiros com menos acesso ao crédito, à educação e à casa própria. É isso que você quer para o futuro do Brasil?”.

    Como esclarecemos na época, era uma falsificação da declaração de Marina, que se referia à política de conceder dinheiro do BNDES a alguns picaretas falidos, tipo Eike Batista.

    Dilma negou a existência de tal política – quando era óbvio que Eike (e também as empresas que hoje estão sob investigação da polícia por roubar a Petrobrás) tinham sido barbaramente favorecidas pelo governo (essa política tinha até um nome: “escolha das campeãs nacionais”).

    Passou a acusar Marina exatamente daquilo que está fazendo agora, seja com os juros, que já vão para o terceiro aumento após as eleições, seja com os bancos públicos, especialmente o BNDES, que o governo Dilma/Levy promete sufocar pela falta de subsídios do Tesouro, para impedir que conceda financiamentos a juros mais baixos que as taxas escorchantes dos bancos privados.

    O pretexto para essa política ultrarreacionária é a “mudança de cenário macroeconômico” devido à “crise internacional”.

    A economia brasileira, considerando a previsão de crescimento zero em 2014, está em 174º lugar em crescimento no mundo, entre os 188 países que estão no banco de dados do FMI.

    Acima de nós estão 9 países com crescimento entre 8% e 10,1% (Turcomenistão, Chade, Mongólia, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Mianmar, Moçambique, Etiópia e Serra Leoa).

    Acima de nós estão mais 21 países com crescimento entre 6% e 7,4% (China, Gambia, Laos, Tanzânia, Cambodja, Sri Lanka, Usbequistão, Nigéria, Mauritânia, Burkina Faso, Panamá, Timor-Leste, Catar, Zâmbia, Butão, Niger, Filipinas, Bangladesh, Tajiquistão, Republica do Congo e Ruanda).

    Acima de nós estão mais 20 países com crescimento entre 5% e 5,9% (Mali, Uganda, Malásia, Papua Nova Guiné, Malawi, Togo, Índia, Vietnã, Djibuti, Benin, Nepal, Quênia, Brunei Darussalam, República Dominicana, Bolívia, Indonésia, Gabão, Camarões, Geórgia e São Tomé e Príncipe).

    Acima de nós estão mais 17 países com crescimento entre 4% e 4,8% (Colômbia, Burundi, Cazaquistão, Arábia Saudita, Senegal, Gana, Maldivas, Azerbaidjão, Botsuana, Namíbia, Lesoto, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Quirguízia, Nicarágua, Paraguai e Equador).

    Será que esses países não ficam no mundo e por isso não foram afetados pela crise? Ou é o Brasil que está fora do mundo por obra de um governo que nos dependurou na crise dos países centrais – e que agora quer nos dependurar mais ainda?

    CARLOS LOPES



    Publicado por jagostinho @ 09:23



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