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  • 05dez

    FOLHA.COM

    Funcionários do Tribunal Superior Eleitoral suspeitam de irregularidades na contratação de uma firma que prestou serviços de informática para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

    A prestação de contas da petista foi entregue no último dia 25 à Justiça Eleitoral e terá de ser julgada até a próxima quarta-feira (10), oito dias antes da diplomação.

    Segundo a Folha apurou, chamaram a atenção de servidores que examinam as contas 11 notas da empresa UMTI, de Florianópolis, que recebeu R$ 874.332,25 da campanha petista.

    A empresa emitiu notas de R$ 41.268 a R$ 160.328 pela locação de computadores e impressoras e prestação de suporte técnico para o comitê de campanha presidencial.

    O CNPJ da empresa está ativo desde 2003, mas ela só obteve autorização da Prefeitura de Florianópolis –um dos locais onde declara estar instalada– para emitir notas fiscais no início de setembro deste ano, já em plena campanha eleitoral.

    Nas palavras de um integrante do Judiciário, é como se a campanha fosse o único cliente da empresa”. Técnicos do TSE pediram à Receita Federal para investigar a real situação da firma.

    No site da UMTI, há dois endereços e telefones registrados: um em Florianópolis (SC) e outro em Santa Cruz do Sul (RS). O primeiro endereço não é mais da empresa. Nenhum dos telefones existe.

    A Folha visitou um terceiro endereço, também em Florianópolis, que é informado nas notas fiscais e na Receita como sendo a sede da empresa. No local, há um prédio residencial, onde mora o dono da firma, Davi Unfer.

    Ele reconheceu não haver empresa onde mora e disse que ela “funciona” provisoriamente lá porque ele tenta, há dois anos, transferir a sede de sua firma do RS para a cidade catarinense.

    Segundo Unfer, não há funcionários em Florianópolis, mas uma pessoa na sede da empresa, em Santa Cruz do Sul (RS), para cuidar dos computadores e servidores que armazenam os dados dos clientes.

    Há outros dois que prestam serviços de contabilidade, segundo ele.

    A reportagem foi a Santa Cruz do Sul, mas a sede da UMTI está fechada e foi vendida recentemente por R$ 48 mil, segundo um funcionário da Karnopp Imóveis.

    A corretora foi indicada por funcionários do prédio como responsável pela intermediação do negócio.

    Paula Sperb/Folhapress
    Sala fechada onde deveria funcionar a sede da UMTI no RS
    Sala fechada onde deveria funcionar a sede da UMTI no RS

     

    SALA FECHADA

    Pessoas que trabalham diariamente no prédio, e que pediram para não ter o nome publicado, disseram que a sala onde supostamente funcionaria a UMTI não tem movimento e está fechada há tempos.

    Procurado novamente, o dono da UMTI disse que não há movimentação no local porque o funcionário “só vai ao endereço para resolver algum problema”, como quando cai o servidor de e-mail. Admitiu que “a sala está lacrada” e disse que está à venda.

    Ainda segundo ele, a aproximação com a campanha de Dilma teve início em 2010, quando teria prestado de forma indireta um serviço de informática para o comitê.

    Em 2014, Unfer afirmou ter procurado o comitê de campanha, que o contratou para dar suporte em informática em Brasília, além de locação de computadores e impressoras.

    Ele afirma ter contratado temporariamente quatro pessoas para o trabalho na capital federal e ter locado “cerca de 40 computadores”.

    O contrato de prestação de serviço apresentado pelo PT, no entanto, mostra que teriam sido contratadas cinco pessoas e locados 80 computadores e 20 notebooks.



    Publicado por jagostinho @ 14:37



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