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  • 05dez

    REINALDO AZEVEDO 2REINALDO AZEVEDO/FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE, 05/12/2014

    A primeira pessoa que transformou as palavras “Dilma” e “impeachment” em unidades sintáticas, formando um todo harmônico, foi este rottweiler amoroso, no dia 24 de outubro.

    Não me orgulho nem disso nem de ter criado o já dicionarizado termo “petralha”. Preferiria cultivar, como o poeta, neologismos celestes, colhendo uma poesia menos perturbada.

    É claro que a minha oração principal tinha –e tem– uma subordinada adverbial condicional: “Se Dilma sabia da roubalheira na Petrobras, o impeachment é inevitável”.

    Essa não é a gramática do golpe, mas a do Estado de Direito. Golpista é querer recorrer à legitimidade conferida por um processo legal –as eleições– para violar garantias que pertencem às instituições, não aos homens.

    Do dia 24 a esta data, as coisas se complicaram. Um dos executivos da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, diz que parte da propina que pagou ao PT, entre 2008 e 2011 –a primeira eleição de Dilma se deu em 2010–, foi vertida em doação registrada.

    Um companheiro seu de empresa, Júlio Camargo, tem versão não menos estupefaciente. O dinheiro sujo teria circulado mesmo é em dutos paralelos, parte dele depositada em contas no exterior.

    Segundo revelou reportagem da “Veja”, Alberto Youssef se prontificou a colaborar com a PF para que esta chegue às contas secretas que o PT manteria fora do país.

    Uma pequena digressão que nos remete à essência do problema: o tamanho do Estado.

    Tanto Paulo Roberto Costa como Youssef afirmam que o esquema da Petrobras era apenas uma das cabeças da hidra.

    É claro que a empresa não reúne condições particulares para ser tomada por uma quadrilha.

    Vigoram ali as condições estruturais presentes nas demais estatais e na administração. Logo…

    Até hoje ninguém se dispôs a me explicar por que um partido político reivindica a diretoria de operações de uma estatal. Com que propósito?

    Como é que nós, jornalistas, noticiamos candidamente que Sérgio Machado deixa a presidência das Transpetro, mas que o cargo continuará privativo de Renan Calheiros?

    O que determina essa exclusividade? É preciso ser senador? É preciso ser do PMDB? É preciso ser de Alagoas? É preciso ter implante de cabelos? Trata-se de uma combinação de todas essas coisas? Fim da digressão.

    Em entrevista recente, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ter perdido a eleição para uma “organização criminosa”.

    Rui Falcão, presidente do PT, quer saber se ele confirma o dito para decidir se o processa. Isso é lá com eles.

    Se o que dizem Costa, Youssef, Mendonça Neto e Camargo for verdade, a coisa é mais feia do que parece: o Brasil já está sendo governado por uma organização criminosa.

    Nada de me notificar, hein, Falcão! A oração subordinada vai definir o exato sentido da principal e se o PT tem ou não de ser posto na ilegalidade.

    O COXINHA VERMELHO

    Guilherme Boulos quer chamar a minha atenção. Alguém destroçou o superego desse rapaz.

    Desprezo o indivíduo: pensa mal, escreve mal, lê mal, mesmo para os padrões das esquerdas. Também não me interessa o paciente clínico.

    Mas continuarei, sim, a tratar do Boulos como peça de uma engrenagem criminosa quando achar necessário.

    O ódio é mais fiel do que o amor, rapaz!

    Seu pai desistiu de você, mas você não desiste de mim.

    Entendo.

    Mas tenho dó.



    Publicado por jagostinho @ 10:41



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