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  • 01dez

    BLOG DO REINALDO AZEVEDO/VEJA.COM

    Um espectro ronda a questão indígena no Brasil: Gilberto Carvalho!!! Caso Dilma mande mesmo o homem para a Funai, é muito mais imprudente do que parece!

     

     O Brasil corre o risco de continuar a contar com os préstimos imprestáveis de Gilberto Carvalho no serviço público — um risco adicional, note-se, para a estabilidade do próprio governo.

    Dilma Rousseff já decidiu apeá-lo da Secretaria-Geral da Presidência. Vai mandar para o lugar Miguel Rossetto, atual ministro do Desenvolvimento Agrário.

    Carvalho, acreditem, é agora cotado para assumir a presidência da Funai. Se assim for, Dilma pode se preparar para o incêndio.

    A Secretaria-Geral da Presidência é o órgão encarregado de “dialogar” com os ditos movimentos sociais. Dilma largou nas mãos de Carvalho a tarefa de comandar a questão indígena, e o que já era difícil se tornou explosiva.

    O braço-direito de Carvalho na empreitada é Paulo Máldos, secretário nacional de Articulação Social. É ele quem faz o “diálogo” com os índios.

    Foi Carvalho quem indicou, por exemplo, em abril de 2012 Marta Maria do Amaral Azevedo para a presidência da Funai, onde ela ficou até junho de 2013, no período mais conturbado da fundação.

    E quem é Marta Maria? Ex-mulher de… Paulo Maldos! Como vocês podem notar, trata-se de uma verdadeira… tribo!!!

    Sim, eu já mostrei o vídeo que seguirá abaixo várias vezes, mas não canso de republicá-lo porque é um sinal do modo como trabalham Carvalho e Máldos.

      Vejam. Volto em seguida.

    Como já informei aqui, Máldos foi o coordenador-geral do grupo de trabalho criado pelo governo federal para promover a desocupação de uma região chamada Marãiwatséde, em Mato Grosso.

    Na área, havia uma fazenda chamada Suiá-Missú, que abrigava, atenção, um povoado chamado Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia. Moravam lá 4 mil pessoas.

    O POVOADO FOI DESTRUÍDO. Nada ficou de pé, exceto uma igreja — o “católico” Gilberto Carvalho é um homem respeitoso…

    Nem mesmo deixaram, então, as benfeitorias para os xavantes, que já são índios aculturados. Uma escola que atendia a 600 crianças também foi demolida.

    Quem se encarregou da destruição? A Força Nacional de Segurança. Carvalho e Máldos foram, depois, para a região para comemorar o feito.

    Loucura

    Dilma fará mesmo essa loucura? Não sei! No partido, Carvalho é que é o chefe dela, não o contrário. E ele não faz questão nenhuma de esconder tal condição.

    Ao contrário, ele a exibe! Ou não concedeu uma entrevista, há algum tempo, puxando a orelha da presidente por sua suposta falta de diálogo com os movimentos sociais?

    Na sexta, numa entrevista, disse coisas espantosas. Sobre a possível nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, afirmou:

    “De 2003 até agora, quem ocupou o Ministério da Agricultura não tem nenhum perfil de progressista. É um ministério cuja função, quase que culturalmente, está voltada para um representante do setor do agronegócio. O que nos interessa é o que vai ser no Ministério do Desenvolvimento Agrário, no Ministério do Desenvolvimento Social”.

    Eis aí… Em 2013, o agronegócio salvou bem mais do que a lavoura: o setor gerou um superávit de US$ 82,91 bilhões — para comparação: o déficit da indústria foi de R$ 105 bilhões.

    Mas Carvalho acredita que o setor não é “progressista” e diz que o que realmente interessa são o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério do Desenvolvimento Social.

    Na quarta, Carvalho já havia surpreendido muita gente ao afirmar que Joaquim Levy, o futuro ministro da Fazenda, aderira, vamos dizer, à metafísica petista. É claro que é mentira.

    Anteontem, ele voltou ao assunto com mais uma declaração espantosa: “Tem que ser uma coisa muito clara isso: quem governa é a presidenta, não é o ministro. O ministro não tem autonomia para fazer uma política própria. Ele faz uma política dirigida pela presidenta, discutida com a presidenta e resolvida pela presidenta”.

    Não me diga! Então chegamos à fase de que é preciso deixar claro que é a presidente quem está no comando?

    Quando isso se faz necessário, eis um sinal de que aquele que governa já não comanda.



    Publicado por jagostinho @ 12:28



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