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  • 12out

    Por Eliane Cantanhêelianede/FOLHA.COM

    Dividido meio a meio, o Brasil mergulha num curioso embate entre PSDB e PT.

    Aécio (51%) esbarra nos mais pobres e menos escolarizados e trabalha emoção.

    Dilma (49%) bate numa muralha entre os mais ricos e escolarizados e parte para ataque e defesa.

    Em ônibus e metrôs, alardeia-se que Aécio não só vai acabar com o Bolsa Família dos miseráveis como fará pior: congelar os salários dos pobres e trabalhadores. Um “exterminador do futuro”, tal como Marina Silva se sentia no primeiro turno.

    Em restaurantes e botecos chiques, só se fala na Petrobras, na voracidade e na desenvoltura do PT diante do governo, das estatais, das empresas legais ou nem tanto.

    E recita-se a fila: Valdomiro, Erenice, Rose, André Vargas, o vereador de São Paulo metido com o PCC. Sem falar de mensaleiros e aloprados.

    Modulando o embate, a economia é um fator pouco palpável, mas corrosivo.

    Dilma venceu em 2010 com o Brasil crescendo a 7,5%. Enfrenta 2014 com escândalos petistas e previsão de PIB inferior a 1%.

    A questão nem é congelar salários, é ter salários. As notícias sobre emprego virão ruins nesta semana.

    Cristalizado o confronto nesse ambiente, tem-se a campanha de Dilma envolvida numa dupla batalha: num flanco, ataca o governo FHC, que acabou há 12 longos anos; no outro, defende-se da sanha petista nas estatais, que é bem atual.

    Que discurso é mais eficiente diante das revelações da Justiça sobre a roubalheira na Petrobras?

    Dilma chamando a divulgação de “golpe”, ou Aécio acusando um “assalto” na principal empresa brasileira?

    Aécio, porém, tira o tom de batalha e tenta encarnar JK, o desenvolvimentista camarada que atraiu a simpatia do mundo político e mexeu com a emoção do eleitorado.

    Ninguém melhor do que Renata Campos, aliás, para simbolizar apoio político e emoção.

    Além de arrancar votos em Pernambuco, reforça a onda da mudança.

    E Marina vem aí… 

    Publicado por jagostinho @ 16:28



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