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  • 23jul

    FOLHA.COM

    A deputada estadual Janira Rocha (PSOL) disse na manhã desta terça-feira que deu carona para a advogada Eloisa Samy, 45, e outros dois ativistas para que eles saíssem do Consulado Geral do Uruguai no Rio, na segunda-feira (21).

    Os ativistas foram ao consulado pedir asilo político por alegarem estar sofrendo uma perseguição no Estado do Rio. Samy é uma das acusadas na Justiça por formação de quadrilha armada.

    O Ministério Público denunciou 23 pessoas por planejamento e participação de protestos violentos no Rio.

    Samy e mais outras 17 pessoas são consideradas foragidas desde sexta (18), quando a Justiça do Rio aceitou denúncia contra ela e outros 22 réus acusados de se associar para a prática de crimes em protestos, incluindo depredações e agressões a policiais.

    Janira afirmou que não facilitou a fuga de ninguém.

    “Eu não cometi crime nenhum. Quem está fazendo isso é o Estado, prendendo pessoas com base em uma denúncia genérica e por crimes que ainda nem foram cometidos. Não me cabe prender ninguém, a polícia não estava lá. Como parlamentar, cabe a mim garantir direitos e eu estou do lado dos ativistas. Não conhecia nenhum deles, mas fiz e faria de novo”, disse Janira, que participou de um ato público em repúdio às prisões de ativistas no Rio, em auditório no prédio da OAB, no centro do Rio.

    Segundo Janira, a carona foi pedida por Samy na saída do prédio.

    A deputada afirmou que deixou os manifestantes no bairro de São Conrado, zona sul do Rio, sem especificar o motivo da localização.

     

    Policiais da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), delegacia responsável pela investigação de manifestantes violentos no Rio, estiveram por cerca de três horas na porta do consulado, na tarde de segunda e deixaram o local antes de os ativistas deixarem o prédio.

    Havia ainda algumas viaturas da Polícia Militar.

    O delegado titular da DRCI, Alessandro Thiers, deu declarações de que a deputada teria facilitado a fuga da ativista e afirmou que caberia denúncia ou ao Ministério Público ou a corregedoria da Alerj.

    Ao microfone, Janira rebateu as declarações. “O carro da Alerj não pertence ao Paulo Mello (presidente da Alerj, do PMDB) ou ao governo do Estado. O carro pertence ao povo”, disse ela, aplaudida pela plateia de cerca de 200 pessoas.

    Além de Janira, participaram do ato público os deputados federais Chico Alencar e Jean Willys (PSOL), a deputada federal e candidata à reeleição Jandira Feghali (PCdoB) e pelo candidato a deputado federal pelo PT e ex-presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous.

    A deputada passou a tarde no consulado. No final do dia, o pedido de asilo foi negado, segundo Janira, por o Uruguai reconhecer que o Brasil vive um estado democrático de direito.

    A negativa, ainda de acordo com a deputada, foi dada por volta de 18h. Os três ativistas ainda permaneceram por alguns minutos no local e deixaram o prédio pela garagem.

    A deputada confirmou que usou um carro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

    O deputado Comte Bittencourt (PPS-RJ), corregedor da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio), informou que, por meio de um ofício, pediu à deputada Janira um esclarecimento sobre o episódio.

    Caso se confirme a assistência prestada aos manifestantes considerados como foragidos pela polícia, a deputada pode responder por quebra de decoro.

    “E se for comprovado que ela usou um carro oficial, a situação é ainda mais grave”, afirmou Bittencourt. 

    Publicado por jagostinho @ 16:57



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