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  • 06jul

    FERNANDO RODRIGUESFERNANDO RODRIGUES é repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de ‘Economia’ (hoje ‘Mercado’), correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006)

    A seleção brasileira de futebol venceu por 2 a 1 nesta sexta-feira (4) a da Colômbia. Prolonga-se a sensação de alegria geral.

    Mas mesmo que o resultado tivesse sido adverso, a festa só duraria um pouco mais.

    No domingo, dia 13, será disputada a partida final do torneio.

    Depois de um pouco de festa, sempre haverá uma certa ressaca, com ou sem o título. Milhares de estrangeiros vão embora.

    Acabam os dias de semiferiado para assistir aos jogos. As partidas do Campeonato Brasileiro voltarão a ter estádios vazios e futebol sofrível. E começa para valer a campanha eleitoral.

    A linha de largada da corrida presidencial oferece algumas pistas sobre o que pode acontecer.

    Sobretudo porque o Brasil já acumula várias eleições e um histórico democrático que permite comparações.

    Hoje, neste início de julho, Dilma Rousseff (PT) tem 38%. Aécio Neves (PSDB) pontua 20%. Eduardo Campos (PSB) está em 9%.

    A líder Dilma está agora no patamar em que esteve Fernando Henrique Cardoso (PSDB) neste mesmo mês em 1998, quando tinha 40% e ganhou a reeleição.

    Em julho de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrava 38%, no início de sua primeira caminhada vitoriosa ao Planalto. A própria Dilma, há quatro anos, em 2010, marcava 38%.

    O oposicionista Aécio está no limite mínimo de outros segundos colocados nesta fase do ciclo eleitoral. Vários concorrentes em disputas passadas já conseguiam colocações melhores a esta altura.

    O tucano pode sempre se comparar a FHC em 1994 –que em julho daquele ano tinha 21% contra 38% de Lula, mas acabou virando o jogo e vencendo.

    Só que o Brasil em 1994 era outro. FHC encarnava o Plano Real. Dizimou a oposição petista em menos de 60 dias.

    Não está claro qual poderia ser o fato que Aécio criaria agora para ser o seu “Plano Real”.

    Sem medidas de impacto, as eleições se tornam mais previsíveis. 

    Publicado por jagostinho @ 13:56



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