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  • 03jul

    GLOBOESPORTE.COM

    Assis pergunta sobre ingressos na gravação obtida pela Polícia Civil (Foto: reprodução Rede Globo)

    Assis pergunta sobre ingressos na gravação obtida pela Polícia Civil (Foto: reprodução Rede Globo)

    Assis Moreira, empresário e irmão de Ronaldinho Gaúcho, tinha contato com a quadrilha internacional de cambista presa na última terça-feira pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

    Uma escuta telefônica obtida pelo Jornal O Dia mostra uma conversa entre o brasileiro e o argelino Mohamadou Lamine Fofana, apontado pelas investigações como o líder do grupo que pretendia faturar R$ 200 milhões de reais na Copa, atuava há quatro Mundiais e teve 11 pessoas detidas.

    Procura por ingressos dos jogos e até uma possível transferência de R10 para o exterior foram abordados na conversa de aproximadamente cinco minutos.

    Confira trechos das gravações:

    Assis: Meus amigos te ligaram. Você não tinha mais ingressos?

    Lamine: Dois amigos seus me ligaram e tivemos um pequeno problema. Ele me ligou e 15 dias depois achou que o ingresso era o mesmo. E eu não sou cambista.

    Assis: Risos. Claro! Ele me perguntou e eu disse: ‘Escuta, eu tenho um amigo que tem seu preço, sua maneira, … Fala com ele porque eu também não sou cambista. Risos.

    Lamine: Eu tenho vip. Tenho muitos vips. Não tenho categoria 3 (…) Onde você está, no Rio?

    Assis: Não, … Porto Alegre.

    Lamine: E quando você vem ao Rio?

    Assis: Escuta, estou indo para a China amanhã…

    Lamine: (pergunta algo como que eles vão fazer lá).

    Assis: O Atlético Mineiro tem quatro partidas lá.

    Lamine: Ah, tá.

    Assis: Então eu parto a trabalho por 15 dias, depois retorno no início de julho.

    Lamine: (Sobre festa dia 25 em cobertura na Lagoa para assistirem França x Equador).
    Lamine: Eu convidei a Seleção do Brasil de 1970: Gerson, Rivelino, Paulo Cesar, Jairzinho…

    Trecho incompreensível. Lamine: Convidei Carlos Mozer para assistir Argentina e Bósnia.

    Assis: Além de tudo eles foram excluídos do Mundial A CBF não se importa com eles. (…)

    Lamine: Você vai voltar dia 25, não é? Quando você chega?

    Assis: Você vai ficar este mês aí?

    Lamine: Até o final da Copa do Mundo. Até dia 14.

    Assis: Estou em vista de algo. Estou com a possibilidade de mandar meu irmão para fora.

    Tem a chance de (áudio incompreensível) ou qualquer coisa como Qatar com meus amigos de lá.

    A gente quer sair por pelo menos 10 milhões por temporada.

    Lamine: Por quanto?

    Assis: 10 milhões. Já vi que este ano eles vão colocar como teto 10 milhões, 10 milhões e meio.E além disso, ainda tem a transferência.

    Lamine: Deixa eu falar com o Kalifa Mohamed de Qatar e Mohamed de Dubai e retorno.

    Assis: Ok. Eu aguardo.

    A ação no Rio resultou também nas prisões do PM reformado Oséas do Nascimento, além de Alexandre Marmo Vieira, Antônio Henrique de Paula Jorge, Marcelo Pavão da Costa Carvalho, Sérgio Antônio de Lima, Ernane Alves da Rocha Júnior, Júlio Soares da Costa filho e Fernanda Carrione Paulucci.

    Alexandre da Silva Borges e o advogado José Massih foram presos em São Paulo. Com os suspeitos foram apreendidos tíquetes fornecidos como cortesia a patrocinadores e a Organizações Não Governamentais (ONGs).

    De acordo com a polícia, o grupo chegava a faturar R$ 1 milhão por partida do Mundial com a venda dos ingressos.

    A investigação contou com interceptação telefônica, ação controlada, filmagens da venda dos bilhetes e desarticulação de três agências de turismo.

    Os presos serão indiciados por cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O delegado Fábio Barucke, da 18ª DP, afirmou ainda que há indícios de participação de algum integrante da Fifa no esquema.

    A entidade que organiza o futebol mundial declarou que ainda não foi informada oficialmente pelas autoridades brasileiras.

    – A FIFA está à espera de informações detalhadas por parte das autoridades locais, a fim de poder analisar os bilhetes apreendidos e identificar sua origem para que, em conjunto com as autoridades locais, possamos tomar as medidas adequadas – disse Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa, em comunicado oficial da entidade. 

    Publicado por jagostinho @ 09:39



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