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  • 02jul

    Adriana Justi e Bibiana Dionísio – Do G1 PR

    Obra em viaduto de Curitiba homenageia Joaquim Barbosa em Curitiba  (Foto: Adriana Justi / G1)

    Obra em viaduto de Curitiba homenageia Joaquim Barbosa em Curitiba (Foto: Adriana Justi / G1)

     

    Um grafite em Curitiba homenageia o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que deixou o cargo e também a cadeira de ministro nesta terça-feira (1º).

    A passagem de Barbosa pela mais alta Corte foi marcada por polêmicas e divergências com colegas e demais magistrados. Com a relatoria do processo conhecido como o mensalão do PT,  fora do Supremo, o nome de Barbosa se popularizou. 

    Nos carnavais, por exemplo, muitos foliões usaram máscaras com a imagem do ministro. 

    Com 59 anos, a saída de Barbosa é tida como prematura. Por lei, ele poderia permanecer na Corte até os 70 anos, quando seria obrigado a se aposentar compulsoriamente.

    O ministro Ricardo Lewandowski assumirá a vaga na presidência no STF. 

    A pintura é assinada por João Paulo Rotava, mais conhecido como Bolacha, e  demorou uma semana para ser concluída.

    O trabalho faz parte de um projeto do Ministério da Cultura criado para promover a cultura local nas cidades-sede da Copa do Mundo. Curitiba recebeu quatro jogos na fase de grupo.

    “Como estava todo mundo falando de Copa do Mundo, e eu não estava nem um pouco feliz com a nossa política, eu resolvi fazer do Joaquim Barbosa. Eu acho que ele fez mais pelo Brasil do que qualquer jogador ou político. Para mim, ele deu esperança para o povo”, disse Bolacha, que tem 29 anos, e há 16 faz grafite.

    O artista disse ainda que como trabalha com aerografia desenha o que os clientes pedem, então, considera o grafite uma forma de protesto.

    “É o momento que eu fico livre. O grafite tem um poder grande para tocar as pessoas. Eu preciso escolher bem o tema porque muitas pessoas veem, elogiam ou criticam”, complementou Bolacha, que lamentou a saída de Joaquim Barbosa do STF.

     

    Bolacha precisou de uma semana para concluir o trabalho em homenagem a Joaquim Barbosa (Foto: Priscilla Fiedler Fotografia/ Divulgação)

    Bolacha precisou de uma semana para concluir
    o trabalho em homenagem a Joaquim Barbosa
    (Foto: Priscilla Fiedler Fotografia/ Divulgação)

    O grafite feito pelo artista por Bolacha está em meio a outros 34 trabalhos que se destacam no viaduto, que liga o centro da capital paranaense ao bairro Boqueirão.

    Cada pilastra recebeu um desenho. A galeria ao ar livre recebeu o nome de Mural Street of Styles – Linha das Artes. O grafiteiro Michael Devis, foi o curador.

    Ele contou que dos 35 trabalhos, 24 foram realizados por artistas curitibanos e os outros 11 por grafiteiros que residem no interior do Paraná. Os artistas tinham total liberdade para decidir o tema.

    O artista disse ainda que como trabalha com aerografia desenha o que os clientes pedem, então, considera o grafite uma forma de protesto.

    “É o momento que eu fico livre. O grafite tem um poder grande para tocar as pessoas. Eu preciso escolher bem o tema porque muitas pessoas veem, elogiam ou criticam”, complementou Bolacha, que lamentou a saída de Joaquim Barbosa do STF.

    Repercussão

    O taxista Ulsen Albergoni, de 37 anos, disse que a saída de Barbosa foi um dos assuntos mais comentados entre os passageiros na manhã desta terça-feira.

    “Todos lamentam muito. Ele foi fundamental para esclarecer e mostrar as coisas erradas desse país, como o mensalão, por exemplo”, argumentou Albergoni, que destacou o grafite como um alerta para a população.

    “Além de uma bela pintura, o artista deixou uma mensagem para o povo. As pessoas deveriam refletir mais sobre a importância de um país não só para o futebol”, finalizou o taxista. 

    Trajetória

    Joaquim Barbosa nasceu no dia 7 de outubro de 1954 na cidade de Paracatu (MG). Foi o primeiro de oito filhos em uma família humilde – o pai era pedreiro e a mãe, lavadeira. Quando criança, estudou em escolas públicas da cidade.

    Em 1971, Barbosa se mudou para uma região administrativa do Distrito Federal chamada Gama, a 35 quilômetros de Brasília.

    Trabalhou como faxineiro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, segundo familiares, virou contínuo depois que um diretor o ouviu cantando em inglês. Também trabalhou como tipógrafo na gráfica do Senado.

    Formou-se em direito na Universidade de Brasília (UnB) em 1979. Foi oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores entre 1976 e 1979, e advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados entre 1979 e 1984.

    Fez mestrado em Direito e Estado na UnB entre 1980 e 1982.

    Aprovado em concurso público, tornou-se procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), função na qual permaneceu até 2003.

    Tornou-se mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II, licenciando-se do cargo no MPF por quatro anos. Fez estudo de línguas estrangeiras e tornou-se fluente em francês, inglês e alemão.

    Em 22 de novembro de 2012, Barbosa tomou posse como o primeiro presidente negro do STF.

    O evento foi marcado pela presença de celebridades, como os atores Lázaro Ramos e Milton Gonçalves, o cantor Djavan e a apresentadora Regina Casé. Muitos parentes do ministro, de Paracatu, compareceram à posse.

    Publicado por jagostinho @ 14:37



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