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  • 28jun

    REINALDOREINALDO AZEVEDO, jornalista, é colunista da Folha e autor de um blog na revista ‘Veja’. Escreveu, entre outros livros, ‘Contra o Consenso’ (ed. Barracuda), ‘O País dos Petralhas’ (ed. Record) e ‘Máximas de um País Mínimo’ (ed. Record).

    Enquanto o país amargava muitos milhões de prejuízo com a ação de bandidos mascarados, fantasiados de rebeldes, o ministro Gilberto Carvalho batia um papinho com eles, conforme confessou à repórter Natuza Nery, desta Folha.

    O petista incorre, assim, nas alíneas 9 do artigo 7º e 4, 5 e 7 do artigo 8º da Lei 1.079: é “crime de responsabilidade”. Pena: perda da função pública e dos direitos políticos por cinco anos.

    Estão à disposição os respectivos arquivos desta coluna, do meu blog e do programa diário que mantenho na rádio Jovem Pan.

    Evidenciam o que penso sobre black blocs e manifestações violentas. Por mim, a canalha tem de ser enquadrada nos artigos 15 a 19 da Lei 7.170, a de Segurança Nacional.

    Carvalho e seu partido, então, é que passam a mão na cabeça de bandidos. Com quem mais ele pretende conversar?

    Fernandinho Beira-Mar? Marcola? A propósito: aquele encontro do deputado estadual petista Luiz Moura (SP) com membros do PCC fazia parte dessa rotina de diálogos?

    O site do PT publicou uma lista negra com os respectivos nomes de nove jornalistas, eu entre eles. Consta que nossos “paroxismos odientos” se revelariam “com mais clarividência na Copa do Mundo”.

    O texto é de Alberto Cantalice, vice-presidente da legenda. Esse outro apedeuta certamente ignora o que seja “clarividência”. Se clarividente eu fosse, não seria Cantalice a perceber.

    Escrevi dezenas de vezes que considero despropositada a oposição entre “estádios” e “verbas para a saúde e a educação”.

    Chamei de besteira o “Não Vai Ter Copa”. Cobrei ordem. Carvalho e seus companheiros é que investiram na desordem desde junho do ano passado, na esperança de que a conta caísse no colo de Geraldo Alckmin e da PM paulista.

    O ministro tentou estatizar até os rolezinhos e transformá-los numa guerra racial.

    Não! Eu não elogio Carvalho por ter negado a besteira dita pelo PT e seus esbirros na imprensa, segundo a qual as vaias a Dilma são coisa da elite branca.

    A tese de Carvalho é pior. Ele admite que o mal-estar “gotejou” (!?) nos pobres, mas atribui a contaminação à “imprensa conservadora”.

    Em conversas por aí, deixa claro que sou seu “conservador”, digamos, predileto. Já estou com um galhinho de arruda atrás da orelha.

    Caso se corrigissem, então, os desvios da “mídia” –o que os petistas prometem fazer se Dilma for reeleita–, mudaria a percepção do povo.

    Digam-me um só tema em que a imprensa brasileira seja “conservadora”. Não há. Tome-se a cobertura dispensada às manifestações de rua.

    Imaginem o que aconteceria se mascarados “de direita” saíssem quebrando tudo por aí. Gritar-se-ia em coro: “Fascistas!”. E com razão. E se grupos “reacionários” recorressem aos métodos do MST e do MTST? Cadê o “Guilherme Boulos” do “outro lado”?

    O jornalismo viu e vê com olhos encantados os ditos protestos, mas isso decorre de um desvio de esquerda.

    O petismo que remanesce nas Redações é do tipo primitivo, meio “psolento”, e acredita na geração espontânea da “consciência social”.

    Falta-lhe a dimensão, digamos, pragmática de um Luiz Moura e de um Carvalho.

    Os farsantes tentaram jogar a hostilidade a Dilma nas costas de nove jornalistas, enquanto o principal auxiliar da presidente dialogava com pessoas que deveriam estar na cadeia.

    FRONTEIRAS

    Janio de Freitas lamentou que a entidade Repórteres Sem Fronteiras tenha expressado seu repúdio à lista negra de jornalistas feita pelo PT.

    Não criticou a existência da dita cuja, preferindo destacar que há, sim, “repórteres e comentaristas com fronteiras entre si, sejam filosóficas, sejam éticas, sejam outras”.

    O comentarista tem razão. Se ele fosse alvo de macarthismo de direita ou de esquerda, eu protestaria. Não por ele, cujo pensamento abomino, mas por sua liberdade de dizer o que pensa.

    Defendendo-o, pois, com ou sem a sua concordância (não dependeria dele), eu ajudaria a preservar a liberdade.

    Ele, no entanto, prefere endossar o paredão e atacar a entidade que reagiu.

    Não está agredindo a mim e aos outros oito. Agride a liberdade. Fronteiras. 

    Publicado por jagostinho @ 12:28



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