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  • 26jun

    BLOG DE REINALDO AZEVEDO/VEJA.COM

    Hoje é o dia… E a se a gente pedisse desculpas a José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras? O que vocês acham?

    Mais do que isso: a gente poderia dar a ele uma medalha de Honra ao Mérito. O valente prestou depoimento nesta quarta à CPI Mista da Petrobras.

    Afirmou, e nem poderia ser diferente, que nada houve de errado com a compra da refinaria de Pasadena. Até aí, vá lá. Não poderia dizer o contrário. Mas ele foi adiante: disse, vejam que espetáculo, que a Petrobras pagou pouco pela refinaria.

    Ah, bom! Gabrielli está convicto de que a empresa brasileira passou a perna nos belgas e fez um negocião. Parece brincadeira, mas ele tentava parecer sério.

    Com a arrogância costumeira, atacou o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR): “O senhor tem o direito de fazer o espetáculo que está fazendo”.

    Embora a CPI Mista não se equipare àquela piada que é a comissão do Senado, ainda assim, é composta por uma maioria de governistas, que estão lá, com raras exceções, para aplaudir gente como Gabrielli.

    A seriedade deste senhor veio a público, com clareza insofismável, na campanha de 2010, quando afirmou, na condição de presidente da Petrobras, que FHC havia tentado privatizar a empresa. É mentira! Isso nunca aconteceu.

    A tese de que Pasadena foi baratinha é nova e espantosa. Não é o que os próprios belgas disseram, né?

    No balanço que está no site da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, a CNP, que comanda o grupo Astra Transcor, dona, então, da refinaria de Pasadena,  afirma que a operação com a Petrobras foi um sucesso “além de qualquer expectativa razoável”, conforme revelou reportagem do Jornal Nacional.

    Pasadena balando 2005 sucesso

    No balanço de 2006, ano em que a Petrobras efetivamente pagou por metade da refinaria, a Astra teve um lucro recorde.

    Nesse mesmo balanço, a CNP já fala da cláusula “put option” e da possibilidade de impor à Petrobras a compra da outra metade.

    Pasadena cláusula

    Vai ver os belgas são muito burros, e José Sérgio Gabrielli, muito inteligente, né?

    Vai ver comprador e vendedor acharam que aplicaram um belo truque no outro.

    Considerando o prejuízo que a Petrobras teve de entubar, adivinhem que estava certo.

    O respeitado jornal de economia e política belga “L’Echo” noticiou a operação.

    Destacou que a Petrobras fez um péssimo negócio, “calamitoso”.

    Pasadena calamitosa

    Chamou os ganhos do grupo belga de “golpe de mestre mantido em segredo”.

    Pasadena - jornal - golpe

    O dono do conglomerado CNP é o bilionário Albert Frère.

    O “L’Echo” tira um sarrinho do Brasil, dizendo que o país foi o “grande irmão” de Albert.

    É um trocadilho: “frère” quer dizer “irmão”, em francês…

    Mas, claro!, devemos acreditar em Gabrielli: foi um negocião!

    Publicado por jagostinho @ 14:37



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