Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 22jun

    elianeELIANE CANTANHÊDE, jornalista, é colunista da Folha . É também comentarista do telejornal ‘GloboNews em Pauta’.

    O ex-presidente Lula, como sempre a estrela da convenção do PT, ampliou indefinidamente os inimigos a serem combatidos com “adrenalina” pelos petistas: em vez de centrar fogo nos governos tucanos, em Aécio Neves e em Eduardo Campos, ele abriu a metralhadora giratória para guerrear contra os séculos anteriores, contra os 500 anos de história brasileira.

    O grito de guerra, portanto, passou a ser “nós” contra todo mundo, contra tudo e todos os que não votam –ou não votam mais– no PT e estão sendo jogados numa mesma vala comum: a “direita”, os “oligopólios”, os “neoliberais”, a “mídia”, o “capital especulativo”, os “antipopulares”.

    Se você, leitor, ousa apoiar outras candidaturas, pode tentar se encaixar num desses estereótipos.

    Além de reaquecer a militância, ainda um dos bons ativos do PT, a estratégia foi também para mexer com os brios, constranger e provocar o imaginário do eleitorado mais bem informado.

    Afinal, quem quer, e quem pode, ser contra o povo, contra os pobres, contra a grande maioria da população brasileira?

    Mas, já que mais de 70% dos eleitores defendem “mudanças”, a convenção centrou o discurso e as energias na “esperança” e no “futuro” (contra os “agourentos”, como disse Rui Falcão, presidente do PT).

    Lula, que tratou a ele mesmo e a Dilma como “criador e criatura”, precisou admitir indiretamente que nem tudo está tão bom, na medida em que prometeu: se Dilma ficar, o segundo mandato “vai ser muito melhor”.

    E Dilma, também para suplantar as críticas a seu governo e para dar o fecho de ouro à fala de Lula sobre a guerra contra os séculos, fez uma longa lista de programas, focando nos sociais, e jogou as expectativas na estratosfera: mais do que meras “mudanças”, comprometeu-se com “um novo ciclo de desenvolvimento, um novo ciclo histórico”.

    O principal: Lula e Rui Falcão admitiram claramente que não será uma eleição fácil.

    Não será mesmo. 

    Publicado por jagostinho @ 12:28



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Uma resposta

WP_Cloudy
  • Miriam 11 Disse:

    …”se Dilma ficar, o mandato vai ser muito melhor”…E QUEM DISSE QUE O PT FEZ ALGO DE BOM , SENÃO SAQUEAR O POVO BRASILEIRO!

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.