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  • 17jun

    FÁBIO CALSAVARA, DO JORNAL DE LONDRINA, E GESLI FRANCO, DA SUCURSAL DE MARINGÁ

    Foto:- Ivan Amorin/Gazeta do Povo

    Ivan Amorin/Gazeta do Povo / Campos, ao centro, ri enquanto Marina Silva, pré-candidata a vice, apenas observaCampos, ao centro, ri enquanto Marina Silva, pré-candidata a vice, apenas observa

     

    O pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) esteve no Paraná nesta segunda-feira (16).

    Pela manhã, em Londrina, ele visitou o Hospital do Câncer, classificado por ele como “uma boa experiência para o Brasil”.

    À tarde, em Maringá, Campos participou de uma reunião na Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim).

    Em Londrina, o pré-candidato foi acompanhado pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), a quem declarou apoio à sua reeleição.

    Marina Silva (Rede), que sairá como vice de Campos, também veio à cidade, mas não foi ao hospital.

    A ex-ministra do governo Lula tem se posicionado publicamente contra as coligações entre PSB e PSDB, principalmente em São Paulo, onde os tucanos concorrerão ao governo estadual com Geraldo Alckmin.

    No Paraná, Campos já declarou apoio a Richa.

    Em entrevista coletiva, Campos foi questionado se o alinhamento ao PSDB em alguns estados vai de encontro ao discurso da campanha, que é de acabar com a polarização entre PT e PSDB.

    “Temos que construir uma grande unidade capaz de juntar os bons, os sérios e os competentes em uma agenda que recoloque o Brasil no caminho certo. A gente representa um caminho capaz de unir o Brasil e também de tirar da cena política brasileira as velhas raposas que há 20 anos criaram essa polarização.”

    Apesar de ter recebido o apoio de Campos, Richa não foi recíproco, mas justificou que os dois partidos têm um entrosamento antigo.

    “É uma relação perfeita, harmônica, respeitosa. Isto acabou criando um vínculo forte de trabalho que deixa difícil não estarmos juntos mais uma vez”, declarou. O pernambucano disse perceber essa situação com naturalidade.

    Com um discurso alinhado à administração do Hospital do Câncer, que reclama por reajuste nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para diminuir o déficit financeiro, o pré-candidato fez duras críticas aos baixos valores pagos pela administração federal aos serviços da unidade.

    “A tabela do SUS na oncologia condena à morte uma série de pacientes que não estão sendo atendidos hoje por serviços que existem e que têm equipamentos e profissionais habilitados, mas que não são devidamente remunerados.”

    A área de oncologia foi citada, pelo pré-candidato, como uma das que pioraram nos últimos anos no País.

    Além disso, ele disse reconhecer os avanços feitos nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula, atacou a alta da inflação, os baixos índices de crescimento da economia e o aumento da violência.

    Nas palavras dele, o governo de Dilma Rousseff (PT) “é o primeiro a terminar pior do que começou”.

    Pedágio

    Na saída do encontro, o governador Beto Richa disse desconhecer a diferença entre os números divulgados pela Associação das Concessionárias de Pedágio (ABCR) e a Agência Reguladora do Paraná (Agepar), como mostrou reportagem do JL desta segunda-feira (16).

    De acordo com Richa, os contratos do governo com as concessionárias são claros.

    “Eu nunca tive conhecimento dessa diferença da contagem de carros que passam pelas praças de pedágio. Vou procurar hoje ainda esclarecimentos por meio da agência desse cálculo, que segundo você, tem discrepância”, apontou.

    Maringá

    À tarde, Campos e Marina visitaram a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), onde o pré-candidato à Presidência fez duras crítica ao governo petista e salientou, por vezes, ser necessária uma reforma política, havendo urgência da “retirada das raposas velhas do comando”.

    Para ele, o país tem enfrentado uma interrupção no ciclo de crescimento justamente por conta de interesses políticos.

    “Desde que nós construímos a democracia, os governos têm terminado melhor do quando começaram. Pela primeira vez, nós vemos um governo que vai entregar o Brasil pior do que recebeu”, disse.

    Questionado sobre a continuidade dos programas como o Bolsa Família, o candidato disse que, caso eleito, não excluirá as ações que deram certo. Afirmou que os programas sociais terão cada vez mais espaço e empoderamento.

    Marina, candidata à cadeira presidencial na eleição passada, teve participação pouco expressiva durante a coletiva. Deixou que as perguntas fossem respondidas pelo colega e só se manifestou ao final, quando questionada se agricultura e meio ambiente poderiam caminhar juntos.

    Como resposta, disse que deveriam ser agregadas, utilizando-se cada vez menos recursos naturais e apostando em ciência e tecnologia para aumento da produção.

    Logo depois, durante a reunião com os empresários, a vice-presidente também se manteve calada parte do tempo.

    Ao saudar os participantes, alvoroçou a plateia ao dizer que só voltou a disputar as eleições por defender ideologias distantes ao do PT, denominadas por ela como “tranqueiras”.

    “Se você se junta com tranqueiras para criar alianças, você governa com tranqueiras.”

    Publicado por jagostinho @ 16:44



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