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  • 17jun

    UOL/FUTEBOL

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    OCHOA - A muralha mexicana

    OCHOA – A muralha mexicana

    O Brasil só havia, até esta terça-feira, disputado partidas de Copa em casa no chamado “eixo Rio-SP”.

    Até que finalmente o Nordeste, mais especificamente Fortaleza, teve a chance de assistir in loco um jogo de Copa com a seleção em campo.

    Só que os cearenses no estádio viram uma atuação fantástica de Ochoa, o goleiro mexicano, e não do Brasil.

    Para decepção dos nordestinos, a seleção brasileira ficou no 0 a 0 contra o México, na segunda rodada do Grupo A.

    O Brasil segue na liderança mesmo assim, com o México atrás no saldo de gols. E isso graças a Guillermo Ochoa. Foram, no mínimo, três defesas espetaculares do cabeludo arqueiro, parando chutes e cabeçadas a queima roupa de Neymar.

    O Brasil apostou em pressionar, “abafar” os rivais, mas nada abalou o goleiro. Para felicidade da grande torcida mexicana no estádio, a primeira decepção brasileira em sua segunda Copa em casa ocorreu.

    Fases do jogo: Dos quatro tempos jogados pela seleção brasileira até aqui no Mundial, nenhum foi tão ruim quanto o primeiro desta terça.

    Sem Hulk, lesionado, Luiz Felipe Scolari apostou em Ramires para substituir o ponta direita e ninguém poderia pensar o quão errado isso daria.

    Neymar, muito mais do que quanto a Croácia, teve que se movimentar por todas as parte do ataque. Toda e qualquer chance brasileira surgia de seus pés – Oscar, que foi bem na estreia, esteve sumido como nos amistosos de preparação.

    Na segunda etapa, a tática escolhida foi a de “abafa”. Com Fred ainda pior do que quanto a Croácia, entrou Jô. Bernard foi a aposta para substituir Ramires.

    Mas continuou sendo Neymar o único que criava, às vezes com ajuda de Marcelo pela esquerda. Só que a pressão brasileira também deu espaço aos mexicanos, que começaram a arriscar chutes de fora da área e sempre com perigo.

    Com Ochoa garantindo as defesas atrás, o Brasil não soube como conseguir o triunfo, nem apostando em cruzamentos, nem em chutes de fora da área. Nada funcionou.

    Decepção para a torcida que esperava, no mínimo, uma atuação como a do 2° tempo da estreia.

    O melhor: Ochoa – O goleiro mexicano mostrou por que foi a opção de Miguel Herrera na briga por vaga no gol (até a estreia, ninguém sabia quem jogaria, se ele ou Corona).

    A defesa em cabeçada de Neymar, aos 23 min; do 1° tempo, é uma das mais belas da Copa até aqui. 

    Pouco depois, usou o peito para parar chute à queima-roupa de Paulinho.

    Com o peito, de novo, pegou chute de esquerda de Neymar.

    O pior: Ramires – O volante… Ou meia? Atacante, talvez? Exatamente esse foi o problema do substituto de Hulk na partida – ele ficou sem posição.

    Houve momentos em que ele apareceu como um segundo atacante. Outros em que cobria as subidas dos laterais (tomou cartão amarelo assim, por exemplo).

    E também oportunidades em que ajudava Paulinho e Luiz Gustavo a desarmar o meio mexicano. Foi mal nas três posições e acabou substituído no intervalo.

    Toque dos técnicos: Felipão enxergou após 45 minutos que escalar Ramires não foi a melhor opção e colocou Bernard em seu lugar no intervalo.

    Em dois minutos, o jovem de 21 anos já havia criado uma grande chance para o Brasil, em cruzamento cortado pela zaga antes que Neymar marcasse de cabeça.

    Nem assim o Brasil marcou, mas surge uma nova opção para o caso de necessidade de ataque em velocidade pelas pontas.

    Chave do jogo: A defesa mexicana esteve muito bem postada por todo o jogo. Claro, Ochoa segurou o ataque brasileiro, mas Rafa Márquez e Rodriguez salvaram ótimos ataques brasileiros por baixo e pela alto.

    O México não precisou abdicar do ataque pela aposta defensiva de Miguel Herrera, mas se quisesse, ficou provado que teria funcionado.

    Para lembrar:

    A torcida mexicana se fez presente no Castelão. Por diversas vezes, enquanto o Brasil tocava a bola, era vaiado: pelos torcedores rivais.

    Além disso, o carisma: até “Seu Barriga” do seriado Chaves estava lá para dar o tom alegre das arquibancadas.

    Daniel Alves novamente foi mal na lateral direita. Layún soube criar bons ataques para o México jogando naquela região.

    Peralta e depois, Chicharito, é que não souberam aproveitar os cruzamentos do meia.

    Será que Felipão apelou para a superstição? No primeiro tempo, o técnico da seleção ficou todo o jogo sem agasalho.

    Na segunda etapa, apesar do calor de 28°C em Fortaleza, se vestiu com a mesma blusa usada no Itaquerão, na estreia.

    Com a atuação abaixo da média do time, entende-se caso a tentativa tenha sido supersticiosa.

    O Brasil repete 1950: empatou a segunda partida do Mundial em casa.

    Naquela ocasião, jogando no Pacaembu, ficou no 2 a 2 com a Suíça.

    BRASIL X MÉXICO 

    Data: 17 de junho de 2014
    Horário: 16h00 (de Brasília)
    Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
    Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR)
    Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
    Cartões amarelos: Ramires, aos 44 min. do 1°t, Thiago Silva, aos 33 min. do 2°t (BRA); Aguilar, aos 13 min., Vásquez, aos 16 min. do 2°t (MEX)

    BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho, Luiz Gustavo, Ramires (Bernard, no intervalo) e Oscar (Willian, aos 37 min. do 2°t); Neymar e Fred (Jô, aos 24 min. do 2°t)
    Técnico: Luiz Felipe Scolari

    MÉXICO: Ochoa; Aguilar, Rodriguez, Rafa Márquez e Moreno; Vásquez, Layún, Herrera (Fabián, aos 31 min. do 2°t) e Guardado; Giovani dos Santos (Jiménez, aos 37 min. do 2°t) e Peralta (Chicharito Hernandez, aos 27 min. do 2°t)
    Técnico: Miguel Herrera

    Publicado por jagostinho @ 18:06



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