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  • 15jun

    VEJA.COM/Laryssa Borges

    José Serra e Geraldo Alckmin prestam apoio à Aécio Neves na convenção do PSDBJosé Serra e Geraldo Alckmin prestam apoio à Aécio Neves na convenção do PSDB (Nelson Antoine/Fotoarena)

     

    Depois de três derrotas consecutivas nas eleições para o Palácio do Planalto, o PSDB oficializou neste sábado, em solo paulista, o nome do mineiro Aécio Neves como candidato à Presidência da República.

    Aos 54 anos, Aécio deu a largada a sua pré-campanha desatando um dos nós que marcaram as últimas três últimas campanhas presidenciais vencidas pelo PT: as disputas dentro do próprio partido.

    Neste sábado, o candidato tucano recebeu o apoio público dos principais líderes do PSDB paulista, como o ex-governador José Serra, que insuflou a seção paulista da sigla com um recado direto ao partido: “Ninguém aguenta mais isso”.

    Aécio fez coro: “Um tsunami vai varrer do governo aqueles que não têm se mostrado dignos de atender às demandas da sociedade.”

    O discurso de Serra foi definido de última hora. Aliados do ex-governador defendiam que ele, que foi candidato à Presidência da República em 2002 e 2010, tentasse novamente — segundo os principais institutos de pesquisa, Serra é um dos principais nomes lembrados pelos eleitores em sondagens espontâneas.

    “Temos um encontro marcado com o Brasil. O PSDB e aliados chegam unidos para essa disputa. Estamos todos juntos, com Aécio à frente”, afirmou Serra. 

    “Petistas já não sabem por que governam o Brasil, nem sabem por que pretendem ficar mais quatro anos. Eles não têm nenhum futuro a oferecer. O PT neste momento é a vanguarda do atraso”, completou.

    “As ruas deram o recado. É preciso ouvir a voz das ruas. Temos que ouvir o povo e estar mais próximos dele”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    No partido, o nome de Serra é o favorito para disputar a vaga do Estado de São Paulo ao Senado. Nos últimos meses, aliás, seu nome chegou a ser cogitado para vice de Aécio, numa engenharia para fortalecer a chapa.

    Com um capital de mais de 40 milhões de votos nas eleições de 2010 (44% do país), Serra ainda não definiu se disputará a eleição ao Senado ou à Câmara.

    Os favoritos à vice são o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati. A escolha por Aloysio é encarada como uma estratégia para angariar apoio da seção paulista à chapa de Aécio.

    No caso de Tasso, a opção busca atrair votos no Nordeste, região em que o PT obteve desempenho majoritário nas últimas eleições.

    Falta ainda a definição do vice-presidente, que o PSDB negocia com PSD, PR e PP, os aliados da futura adversária Dilma Rousseff.

    “Há uma ansiedade nas ruas. Essa é a verdadeira política, trazer esperança ao povo. Aécio será o presidente do emprego, da oportunidade, da renda das pessoas. É tempo de trabalho, de competência, de seriedade”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

    Em seu discurso, Aécio não economizou críticas ao PT. Lembrou sua trajetória como presidente da Câmara e governador de Minas Gerais.

    Na véspera da convenção, viajou à cidade de São João Del Rei, onde está o túmulo do avô Tancredo Neves. “Coube a Tancredo um reencontro com a democracia. Agora, vamos ter um reencontro com a dignidade no trabalho”, disse.

    Aécio prometeu ainda “derrubar muros” para reaproximar o brasileiro da política.

    “Precisamos erguer pontes que permitam o reencontro dos cidadãos com seus representantes e que possam unir governo e sociedade. Não podemos deixar que a indignação nos paralise, que o individualismo nos afaste uns dos outros. O Brasil precisa se reencontrar rapidamente consigo mesmo.”

    Ao lado de FHC, Aécio elencou conquistas dos oito anos do mandato do tucano e destacou que o PT perdeu o controle do governo por recorrer à “contabilidade criativa” para cumprir metas econômicas e por não conseguir conter a alta da inflação.

    “Colocamos fim ao ciclo hiper-inflacionário. Com a determinação do presidente Itamar Franco e com a liderança inconteste de Fernando Henrique Cardoso transformamos a realidade brasileira com o Plano Real quando quase ninguém acreditava”, disse Aécio, citando ainda a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, a produção de medicamentos genéricos e a modernização dos serviços de telecomunicações.

    Aécio ainda afirmou que o PT tenta reinventar a história ao afirmar que foi o pioneiro em políticas sociais.

    “Fomos nós, PSDB e aliados, que criamos os primeiros e definitivos programas de assistência social, com benefício de assistência social. Demos início ao que seria depois o Bolsa-Família. Não adianta nossos adversários quererem, porque a história não se reescreve. Ela está para ser revisitada e reconhecida”, afirmou.

    Além de Serra, FHC e do governador Geraldo Alckmin, compareceram à Convenção Nacional do PSDB a filha de Juscelino Kubitschek, Maristela, e os governadores tucanos Beto Richa (PR), Simão Jatene (PA), Marconi Perillo (GO), Siqueira Campos (TO), Alberto Pinto Coelho (MG) e Teotonio Vilela (AL).

    Publicado por jagostinho @ 13:56



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