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  • 14mar

    andré castelo branco machado*André Castelo Branco Machado

    Seria essa a saída? Fruet trilha o caminho que considera “mais seguro”, agindo sob a superfície ao invés de questionar as premissas.

    Evita os confrontos sob o argumento da legalidade, mas não adota medidas administrativas nem mesmo para apurar quem e por qual motivo se operou uma evidente fraude no edital de licitação do transporte, na gestão de Beto Richa, denunciada pela própria auditoria criada pela Prefeitura no ano passado.

    O Prefeito mantém em altos postos de comando da URBS gestores da administração anterior, quando se institucionalizou toda essa sangria da tarifa técnica e se consolidou o cartel do transporte na capital.

    Ele alega estar agindo junto ao Tribunal de Justiça (TJ) para cobrar o julgamento do mérito da ação popular que pede a anulação da licitação de 2010.

    Essa seria a forma “segura” de agir. Diz isso, mas não se posiciona em que lado está no processo, nem tampouco defende a liminar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que determina a redução de 15,03% no valor da tarifa.

    A procuradoria do município se cala. Deixam, passivamente, a cargo do judiciário – o mesmo que tem assegurado sucessivos ganhos às empresas – que defina a política do executivo.

    O que aparenta ser um respeito aos poderes, se torna uma subordinação. Providencial.

    Na ofensiva política, Beto Richa, mesmo que seja o responsável por criar esse monstro herdado por Fruet, toma a ofensiva através da Procuradoria Geral do Estado (PGE), vai ao TJ e defende a liminar do TCE. Demagogia?Certamente.

    Mas o que fará o Prefeito? Agir como um avestruz e fazer de conta que não é com ele?

    Ou defender que não haja nenhum aumento na tarifa até a decisão do TJ e entrar também como parte para defender a liminar do TCE, excluindo apenas a parcela relativa à taxa de administração da URBS para não inviabilizar a continuidade do sistema?

    A população espera uma atitude administrativa de Fruet. Ninguém aguenta mais essa política de “enxugar gelo”, com uma única consequência óbvia:infinitos impasses na esfera judicial, inércia administrativa e a manutenção das benesses aos empresários por longos anos.

    Quem paga o preço é o povo, que nem sabe, mas os recursos – que deveriam financiar creches,unidades de saúde, moradias dignas, saneamento e cultura, entre outros serviços públicos – continuarão desviados para manter essa promiscuidade estabelecida.

    *André Castelo Branco Machado, da Coordenação da Plenária Popular do Transporte e liderança sindical bancária

     

    Publicado por jagostinho @ 10:47



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